Europa e China preparam lançamento da missão Smile para estudar interação entre Sol e Terra

Ilustração editorial sobre Europa e China preparam lançamento da missão Smile para estudar interação entre Sol e Terra. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

A missão Smile, fruto de uma colaboração inédita entre a Agência Espacial Europeia e a Administração Espacial Nacional da China, encontra-se nos preparativos finais para seu lançamento ao espaço. O objetivo central do projeto é investigar como o vento solar interage com o campo magnético terrestre, fenômeno que influencia diretamente a ocorrência de tempestades geomagnéticas e auroras boreais.

O satélite será colocado em órbita pelo foguete Vega-C, veículo lançador europeu que possui 35 metros de altura e massa de 210 toneladas. A configuração do foguete inclui três estágios movidos a propelente sólido e um quarto estágio com propelente líquido, combinação que permite posicionamento orbital de alta precisão.

O lançamento está programado para ocorrer no Centro Espacial da Guiana, localizado em Kourou, na Guiana Francesa. Conforme informações divulgadas pelo portal Phys.org, a espaçonave já passou pelos processos de abastecimento de combustível e encapsulamento na coifa protetora do foguete.

A missão utilizará uma órbita altamente elíptica que permitirá ao satélite captar imagens em raios-X e ultravioleta da magnetosfera terrestre. A cada dois dias, o Smile sobrevoará a região acima do Polo Norte, posição estratégica para observar a entrada de partículas solares na atmosfera.

Durante os três anos previstos de operação, o satélite coletará dados que podem revolucionar a compreensão científica sobre o clima espacial. As informações obtidas contribuirão para aprimorar sistemas de previsão de tempestades solares, eventos que podem afetar redes elétricas, comunicações por satélite e navegação aérea em todo o planeta.

A Agência Espacial Europeia ressalta que o Smile representa um marco na cooperação científica internacional entre Europa e China. O projeto demonstra que parcerias tecnológicas entre diferentes blocos geopolíticos podem avançar mesmo em contextos de tensões diplomáticas, priorizando o conhecimento científico em benefício da humanidade.


Leia também: Missão europeia e chinesa investigará tempestades solares


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