O satélite SMILE, desenvolvido em uma colaboração entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Academia Chinesa de Ciências, foi lançado para investigar os efeitos das tempestades solares no campo magnético da Terra. Esta missão visa compreender melhor como essas tempestades, que podem danificar satélites e ameaçar astronautas, interagem com o escudo magnético do planeta.
O lançamento ocorreu a bordo de um foguete Vega-C a partir do espaçoporto europeu em Kourou, na Guiana Francesa. Após 55 minutos, o SMILE se separou do foguete a uma altitude de 700 quilômetros, iniciando sua jornada para uma órbita altamente elíptica. Essa trajetória permitirá ao satélite observar as auroras boreais e austrais por até 45 horas contínuas, algo que representa um avanço significativo nas observações espaciais.
O SMILE, cujo nome significa Explorador de Vínculos entre o Vento Solar, Magnetosfera e Ionosfera, utilizará raios-X para estudar as interações entre partículas carregadas do sol e as partículas neutras da atmosfera superior da Terra. Essas observações são essenciais para prever e mitigar os efeitos das tempestades solares, que em eventos extremos podem causar apagões e falhas em redes de comunicação.
Durante a pior tempestade geomagnética registrada, em 1859, auroras foram vistas até no sul do Panamá, e operadores de telégrafo receberam choques elétricos. Atualmente, as tempestades solares representam riscos significativos para satélites e astronautas em órbita. Com a missão SMILE, os cientistas esperam aprimorar as previsões de clima espacial e preparar melhor o mundo para futuras tempestades solares intensas.
A missão está planejada para durar três anos, com possibilidade de extensão, dependendo do sucesso das operações. O lançamento, inicialmente previsto para abril, foi adiado devido a questões técnicas, mas agora o SMILE está pronto para iniciar suas observações inovadoras.
Leia mais sobre o assunto na phys.org.
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