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Cientistas descobrem enzima final que pode tornar ferramentas bioluminescentes mais eficientes

0 Comentários🗣️🔥 Cogumelos bioluminescentes emitem luz em ambiente escuro. (Foto: phys.org) Cientistas brasileiros e internacionais alcançaram um marco na compreensão do processo de bioluminescência em fungos, revelando a enzima final que sustenta o ciclo luminoso. A pesquisa, publicada no The FEBS Journal, fornece insights cruciais para o desenvolvimento de sistemas auto-sustentáveis de emissão de luz […]

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Cogumelos bioluminescentes emitem luz em ambiente escuro. (Foto: phys.org)

Cientistas brasileiros e internacionais alcançaram um marco na compreensão do processo de bioluminescência em fungos, revelando a enzima final que sustenta o ciclo luminoso. A pesquisa, publicada no The FEBS Journal, fornece insights cruciais para o desenvolvimento de sistemas auto-sustentáveis de emissão de luz em outros organismos.

De acordo com o estudo, a caffeylpyruvate hydrolase (CPH), a última das quatro enzimas envolvidas no caminho da bioluminescência fúngica (FBP), desempenha um papel fundamental na degradação do oxiluciferina, convertendo-a em ácidos cafeico e pirúvico. O ácido cafeico pode reentrar no caminho para sustentar a emissão de luz, enquanto o ácido pirúvico pode ser redirecionado para o metabolismo central, potencialmente reduzindo o custo energético da bioluminescência.

A equipe de pesquisadores, liderada pelo professor Cassius V. Stevani, Ph.D., da Universidade de São Paulo, no Brasil, caracterizou a CPH em uma das maiores e mais brilhantes espécies fúngicas bioluminescentes conhecidas, o Neonothopanus gardneri. Os cientistas também desenvolveram um novo método para monitorar a atividade da CPH, fornecendo uma ferramenta útil para futuros estudos sobre bioluminescência.

Essa descoberta abre caminho para a criação de sistemas auto-sustentáveis de emissão de luz em outros organismos, com aplicações potenciais em medicina, agricultura, monitoramento ambiental e biotecnologia. Após oito anos de trabalho, os pesquisadores conseguiram demonstrar como os fungos sustentam a bioluminescência através do reciclagem de metabólitos, recuperando parte da energia investida na emissão de luz.

Segundo o portal Phys.org, a pesquisa oferece importantes insights para o design de células engenhosas capazes de emitir luz mais intensa de forma mais eficiente e sustentável.


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