O faturamento das pequenas e médias empresas brasileiras registrou crescimento de 3,6% em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado, medido pelo Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs), representa a segunda alta consecutiva do indicador.
O índice acompanha a movimentação financeira real de mais de 170 mil empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões. Elas estão distribuídas em cerca de 750 atividades econômicas dos setores de Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.
O setor de Serviços foi o principal motor do resultado. Com alta de 5,4% na comparação anual, registrou o melhor desempenho em seis meses. Transporte e saúde humana foram os segmentos de maior contribuição.
A Indústria também contribuiu para o avanço geral, com crescimento de 4,9% ante abril do ano anterior. Dos 23 subsetores da indústria de transformação monitorados pelo índice, 13 registraram expansão.
O Comércio registrou alta de 1,1% na comparação anual, sustentada pelo Atacado, que avançou 2,8%. O Varejo ficou levemente negativo, com retração de 1,1%. Nichos específicos operaram na contramão: relojoaria, produtos farmacêuticos e livros foram os destaques positivos.
A Infraestrutura voltou a recuar após a breve recuperação de março, com queda de 13,8% na comparação anual. O desempenho negativo foi puxado por obras de infraestrutura e serviços especializados para construção.
O avanço do faturamento das PMEs tem como pano de fundo dois fatores favoráveis. A taxa de desemprego no país chegou a 6,1% no trimestre encerrado em março, o menor nível já registrado para esse período.
O Índice de Confiança do Consumidor medido pela FGV voltou ao campo positivo em abril. As quedas registradas no primeiro bimestre do ano foram revertidas, segundo a entidade.
O cenário, porém, carrega incertezas. A elevação das expectativas de inflação, especialmente em combustíveis por conta do conflito geopolítico no Irã, e o elevado endividamento das famílias seguem como fatores de pressão.
Em contrapartida, a retomada da confiança do consumidor e o Desenrola Brasil 2.0, programa de renegociação de dívidas, podem atuar como contrapesos nos próximos meses.
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