A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) manifestou seu posicionamento em relação ao servidor da categoria alvo da 7ª fase da Operação Compliance Zero, que ocorreu nesta terça-feira (19/5). O perito federal João Cláudio Nabas é suspeito de repassar informações obtidas durante a investigação a um profissional da imprensa.
A APCF declarou estar adotando as medidas cabíveis para acompanhar o caso e contrapôr qualquer cometimento de injustiça, ressaltando a importância de assegurar o devido processo legal, preservação da cadeia de custódia e a atuação técnico-científica no caso.
Nos termos de seu regimento interno, a APCF prestará todo o apoio associativo e jurídico cabível ao perito criminal federal citado, a fim de assegurar o devido respeito à ampla defesa e ao contraditório.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão do exercício da função pública do policial federal investigado, além de cumprir dois mandados de busca e apreensão e diversas medidas cautelares.
A 7ª fase da Compliance Zero investiga um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de Justiça e monitoramento ilegal de autoridades, jornalistas e opositores ligados ao grupo investigado, com o caso tramitando no STF por envolver pessoas com foro privilegiado e servidores federais.
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Carlos Meirelles
20/05/2026
Sempre a mesma retórica de associação que fecha fileira automaticamente, tratando investigação como perseguição. O corporativismo travestido de solidariedade de classe só aprofunda a cultura de impunidade no serviço público que o contribuinte financia. Quem vaza informação sigilosa corrói as instituições por dentro e merece apuração rigorosa, não blindagem sindical.
Lucas Andrade
20/05/2026
Carlos, seu discurso de “corrupção das instituições” é justamente a gramática do poder que Foucault descrevia: o segredo de Estado protege mais os algozes que os vigiados. Vazamento, às vezes, é o último sopro da verdade sufocada.
Cláudio Ribeiro
20/05/2026
Carlos, seu apelo à integridade institucional soa quase litúrgico, mas me pergunto: que instituições são essas que você defende com tanto zelo? As mesmas que, sob a racionalidade neoliberal, converteram o servidor em empreendedor de si e o sigilo em blindagem para decisões que sequer passam pelo escrutínio público. Talvez o incômodo não seja o vazamento em si, mas o fato de que ele expõe a distância entre a liturgia estatal e a materialidade do poder — e isso, convenhamos, Gramsci já chamava de crise de hegemonia.