O presidente da Rússia, Vladimir Putin, iniciou visita de dois dias a Pequim para fortalecer a aliança estratégica com a China.
Os dois países aprofundam parceria econômica e coordenação no BRICS e na Organização de Cooperação de Xangai.
O comércio bilateral superou US$ 240 bilhões em 2025, mantendo crescimento por três anos consecutivos.
Nos primeiros quatro meses de 2026, as trocas comerciais alcançaram US$ 85,2 bilhões, aumento de 20% ante igual período do ano anterior.
Moscou e Pequim eliminaram quase totalmente o uso de moedas ocidentais em transações bilaterais.
As operações são realizadas em rublos e yuans, reduzindo dependência de infraestruturas financeiras baseadas no dólar e no euro.
A energia é a espinha dorsal da parceria, com a China como principal compradora de petróleo russo.
Moscou figura entre os principais fornecedores de gás natural e carvão para Pequim.
O gasoduto Força da Sibéria atingiu capacidade máxima em dezembro de 2024.
O projeto Força da Sibéria 2, via Mongólia, avança para ampliar os suprimentos.
A cooperação se expande para infraestrutura e tecnologia, com mais de 90 projetos conjuntos em andamento.
Os projetos abrangem aviação, energia nuclear, economia digital e logística 5G, avaliados em 18 trilhões de rublos.
A escalada do conflito na Ucrânia e sanções ocidentais aceleraram os laços econômicos entre as duas potências.
Para Pequim, a energia russa oferece proximidade e preços competitivos.
Moscou encontra na China um mercado estável para exportações por décadas.
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