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Rússia e China aprofundam parceria econômica diante da pressão ocidental

3 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Rússia e China aprofundam parceria econômica diante da pressão ocidental. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) Em um contexto de intensa pressão das potências ocidentais, a Rússia e a China fortalecem sua parceria econômica, buscando proteger suas economias de pressões externas e promover uma ordem mundial mais multipolar. O presidente russo, […]

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Ilustração editorial sobre Rússia e China aprofundam parceria econômica diante da pressão ocidental. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Em um contexto de intensa pressão das potências ocidentais, a Rússia e a China fortalecem sua parceria econômica, buscando proteger suas economias de pressões externas e promover uma ordem mundial mais multipolar. O presidente russo, Vladimir Putin, iniciou uma visita a Pequim, com a expectativa de consolidar ainda mais os laços entre os dois países vizinhos.

O comércio bilateral entre Rússia e China ultrapassou os 200 bilhões de dólares por três anos consecutivos, alcançando 240 bilhões de dólares em 2025. Nos primeiros quatro meses de 2026, a troca comercial atingiu 85,2 bilhões de dólares, um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior, de acordo com dados alfandegários.

A China permanece a maior parceira comercial da Rússia há 16 anos consecutivos, e a Rússia subiu para o oitavo lugar na lista de parceiros comerciais chineses. A capital russa exporta energia, matérias-primas e produtos agrícolas, enquanto Pequim fornece maquinário, veículos, eletrônicos e produtos de consumo. A escalada do conflito na Ucrânia em 2022 e as sanções ocidentais contra a Rússia agravaram a proximidade econômica entre os dois países.

Moscou e Pequim phasaram quase que por completo as moedas ocidentais em seu comércio bilateral, com quase todas as transações sendo realizadas em rublos e yuans. A transição diminuiu a dependência da infraestrutura financeira baseada em dólar e euro, tornando o comércio entre os dois mais resiliente a pressões externas e sanções.

A energia é o eixo central da parceria, com a China se tornando o principal comprador de petróleo russo. A Rússia é uma das principais fontes de fornecimento de petróleo, gás natural, GNL e carvão para a China. Em 2019, o lançamento do gasoduto Power of Siberia marcou uma expansão significativa das exportações de gás russo para a China, atingindo sua capacidade de projeto total em dezembro de 2024. Além disso, estão em andamento planos para o gasoduto Power of Siberia 2, que atravessaria a Mongólia, o que poderia aumentar ainda mais os suprimentos de campos da Sibéria Ocidental que costumavam servir a Europa.

O desenvolvimento de infraestrutura é outro pilar da cooperação, com a abertura de pontes rodoviárias e ferroviárias sobre o rio Amur na região do Extremo Oriente. Além disso, estão em desenvolvimento projetos de transporte hidrogênio para caminhões de grande porte e emissão zero.

Além da indústria, Pequim e Moscou também expandem cooperação em turismo, educação e desenvolvimento regional, com acordos de viagens sem visto e novas rotas aéreas.

Leia mais sobre o assunto na rt.com.


Leia também: Putin destaca aliança Rússia-China como pilar de paz global


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Zé do Povo

20/05/2026

COMUNISTAS UNIDOS CONTRA O OCIDENTE? 😡 SAUDADE DE QUANDO O MUNDO TINHA MORAL E BONS COSTUMES! 🙏

    João Silva

    20/05/2026

    Zé, essa “moral e bons costumes” que você idealiza era a mesma que naturalizava a desigualdade estrutural e mantinha o Sul Global de joelhos. A parceria sino-russa não é comunismo unido, é geopolítica de sobrevivência contra o garrote do dólar — e chamar isso de ameaça ao Ocidente só escancara a falta de consciência de classe sobre quem manda no mundo.

    Renato Professor

    20/05/2026

    Zé, sua saudade de “moral e bons costumes” é a nostalgia de uma era onde o extrativismo colonial e o padrão-ouro impunham uma hierarquia econômica global que você provavelmente chama de “ordem natural”. A Rússia e a China hoje estão simplesmente aplicando princípios de cooperação econômica solidária que a direita confunde com comunismo porque jamais leu um tratado de comércio.


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