Cientistas da Nasa detectaram uma explosão de rádio vinda do Sol que, inicialmente, parecia um evento rotineiro. No entanto, o sinal persistiu por inacreditáveis 19 dias, superando o recorde anterior de apenas cinco dias. O fenômeno pertence à categoria de explosões de rádio Tipo IV, geradas por elétrons energéticos presos nos intensos campos magnéticos solares.
Embora as ondas de rádio em si não representem perigo direto para a Terra, as mesmas condições podem desencadear ejeções de partículas perigosas para satélites. Para entender o sinal incomum, os pesquisadores combinaram observações de várias sondas espalhadas pelo sistema solar, incluindo STEREO, Parker Solar Probe, Wind e Solar Orbiter (ESA/Nasa), conforme reportagem do site ScienceDaily.
O rodízio de observação dessas missões, à medida que a rotação do Sol mudava o campo de visão, permitiu costurar um panorama completo dos 19 dias de atividade. Usando dados da missão STEREO, a equipe desenvolveu uma técnica nova para identificar a origem exata da explosão. A análise apontou para uma gigantesca estrutura magnética na atmosfera solar conhecida como ‘helmet streamer’ (crista em forma de capacete).
Os cientistas acreditam que a longuíssima duração do sinal pode ter sido alimentada por três ejeções de massa coronal que irromperam da mesma região. Essas explosões gigantescas liberam nuvens de partículas carregadas e energia magnética no espaço. A descoberta foi detalhada no periódico Astrophysical Journal Letters e pode ajudar a reconhecer futuras explosões de rádio de longa duração.
Ao aprimorar a compreensão desses eventos, a pesquisa também fortalece a previsão do clima espacial, protegendo satélites e espaçonaves. A colaboração entre as diversas missões espaciais permitiu uma análise mais abrangente e detalhada, destacando a importância da cooperação internacional na ciência espacial.
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