Cuba recebe 15 mil toneladas de arroz doadas pela China e Díaz-Canel agradece gesto de solidariedade

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel em aparição pública. (Foto: actualidad.rt.com)

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, expressou neste domingo seu profundo agradecimento ao povo, ao Partido e ao governo da China pelo envio de 15 mil toneladas de arroz, primeiro lote de uma doação total de 60 mil toneladas de ajuda humanitária. O carregamento chegou ao porto de Havana no sábado e marca mais um capítulo da cooperação estratégica entre os dois países.

Díaz-Canel destacou que o gesto solidário alcançará milhões de consumidores em todas as províncias e no município especial Isla da Juventude, além de instituições de saúde e educação da ilha. O mandatário cubano sublinhou que os laços de amizade e cooperação entre Havana e Pequim se fortalecem em momentos cruciais, reforçando a parceria frente aos desafios internacionais.

A carga foi recebida com gratidão pelas autoridades locais e simboliza o apoio chinês ao povo cubano em meio às restrições impostas pelo bloqueio econômico dos Estados Unidos, que perdura há mais de seis décadas. O embaixador chinês em Cuba, Hua Xin, confirmou a entrega em suas redes sociais e ressaltou que a iniciativa mostra, mais uma vez, a fraternidade e a solidariedade entre as duas nações.

O donativo total de 60 mil toneladas de arroz será distribuído de forma organizada nos próximos meses. A ação humanitária integra um programa mais amplo de assistência que a China vem prestando a Cuba, incluindo insumos médicos, alimentos e cooperação técnica em setores como energia e transporte.

A relação bilateral entre os dois países é historicamente sólida e tem sido ampliada nos últimos anos com acordos comerciais e investimentos em infraestrutura. O apoio chinês contrasta com a pressão imposta por Washington, que mantém Cuba em listas unilaterais de países que supostamente patrocinam o terrorismo.

A solidariedade internacional da China com a ilha caribenha reforça a narrativa multipolar defendida por ambos os governos, que rejeitam a hegemonia ocidental e apostam na construção de um mundo baseado no respeito à soberania e à autodeterminação. O gesto humanitário ocorre em um contexto de crise global de alimentos agravada pelas sanções e instabilidade nos mercados internacionais.

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