Rússia lança ataque massivo com míssil Oreshnik em retaliação a atentado terrorista de Kiev

Ilustração editorial sobre Rússia lança ataque massivo com míssil Oreshnik em retaliação a atentado terrorista de Kiev. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

As forças armadas da Rússia realizaram um ataque noturno massivo contra alvos militares na Ucrânia, utilizando o novo sistema hipersônico de alcance intermediário Oreshnik. A operação foi uma retaliação direta a um ataque com drones que matou 21 pessoas em um dormitório estudantil na República Popular de Lugansk. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, havia ordenado ao Ministério da Defesa que apresentasse propostas de resposta após o bombardeio ucraniano contra a faculdade de formação de professores em Starobelsk, que deixou ainda 42 feridos, a maioria meninas adolescentes.

A operação militar russa empregou um vasto arsenal de precisão, combinando o Oreshnik com mísseis balísticos Iskander, mísseis de cruzeiro hipersônicos Kinzhal e Zircon, além de mísseis lançados do ar, mar e terra, apoiados por drones de ataque. O Ministério da Defesa em Moscou confirmou que os alvos incluíram instalações de comando e controle das forças ucranianas, bases aéreas e complexos da indústria de defesa, conforme reportou o portal RT.

Vladimir Putin classificou o ataque ucraniano ao dormitório, ocorrido enquanto as estudantes dormiam, como um ato terrorista deliberado. O governador da República Popular de Lugansk, Leonid Pasechnik, descreveu a agressão como ‘pura maldade’ e decretou luto oficial para os dias 24 e 25 de maio, assegurando que os responsáveis enfrentariam uma ‘punição merecida e inevitável’.

O dormitório atingido pertence à Faculdade de Starobelsk, uma unidade da Universidade Pedagógica de Lugansk, e foi alvo de múltiplas ondas de drones ucranianos na madrugada de sexta-feira. O Ministério da Defesa russo sublinhou que todos os objetivos do contra-ataque foram alcançados e que os alvos designados foram destruídos com sucesso, sem reportar danos colaterais.

A dimensão da retaliação russa já havia sido antecipada por um alerta atípico da própria Embaixada dos Estados Unidos em Kiev, que advertiu cidadãos americanos sobre um ‘ataque aéreo potencialmente significativo’ que poderia ocorrer em um intervalo de 24 horas. O comunicado instou os americanos a estarem prontos para buscar abrigo imediatamente caso um alarme aéreo fosse emitido, revelando que a inteligência ocidental monitorava os preparativos da operação.

A introdução do sistema Oreshnik em um cenário de combate real representa uma escalada qualitativa na capacidade de dissuasão russa, especialmente por se tratar de um míssil de alcance intermediário com capacidade hipersônica. Segundo a Rússia, o míssil é virtualmente impossível de ser interceptado pelas defesas antiaéreas fornecidas pela OTAN. A mensagem de Moscou conecta de forma inequívoca a nova doutrina de emprego desses armamentos à resposta contra ataques que vitimem civis em território russo ou sob sua proteção.

Leia mais sobre o assunto na rt.com.


Leia também: Jornalista dos EUA justifica retaliação russa com míssil Oreshnik após ataque a dormitório em Starobelsk


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