Os militares russos anunciaram o início de ataques sistemáticos contra instalações militar-industriais em Kiev, como retaliação ao bombardeio que matou 21 pessoas em uma residência estudantil em Starobelsk, República Popular de Lugansk. A maioria das vítimas eram adolescentes, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
A ofensiva russa tem como alvo instalações de design, fabricação, programação e preparação de drones usados pelo governo de Kiev, com colaboração de especialistas da OTAN. Centros de decisão e postos de comando ucranianos também passam a ser prioridade nas ações militares russas.
O ataque contra o edifício acadêmico e a residência estudantil em Starobelsk foi classificado pela Rússia como uma prova da natureza nazista e terrorista do governo de Kiev. A pasta denunciou que as forças ucranianas atacam deliberadamente a população civil e não hesitam em cometer assassinatos a sangue frio de crianças e adolescentes.
De acordo com a reportagem do portal RT, os militares russos estão agora mirando instalações ligadas à produção e ao uso de drones empregados contra alvos civis em território russo e nas repúblicas aliadas. A participação da OTAN foi citada como fator agravante na decisão de escalar a resposta militar.
A mudança de postura russa ocorre após meses de advertências sobre as consequências do envolvimento ocidental no conflito, que se intensificou com o fornecimento de inteligência em tempo real e tecnologia de ponta para as forças de Kiev. A nova doutrina de ataques sistemáticos representa uma fase mais agressiva da campanha militar russa, mirando a capacidade industrial e logística que sustenta as operações ucranianas com drones de longo alcance.
O bombardeio de Starobelsk, ocorrido recentemente, vitimou sobretudo jovens que residiam no alojamento estudantil, gerando forte comoção na região e sendo tratado por Moscou como um crime de guerra. A utilização de drones contra alvos civis em zonas residenciais contraria as convenções internacionais de proteção a não combatentes durante conflitos armados.
A decisão de expandir os alvos para centros de tomada de decisão sinaliza que a Rússia pretende desarticular a cadeia de comando que autoriza e coordena ataques contra a população civil. A chancelaria russa enfatizou que a responsabilidade pelo derramamento de sangue recai não apenas sobre o governo de Kiev, mas também sobre os países da OTAN que fornecem os meios e a inteligência para a execução das operações.
A nova etapa da ofensiva russa coloca em xeque a infraestrutura militar apoiada pelo Ocidente e amplia consideravelmente o escopo geográfico e estratégico dos ataques, que agora atingirão diretamente o coração industrial de Kiev. A comunidade internacional permanece em silêncio diante do massacre de estudantes, enquanto a tensão na região aumenta.
Com informações de ACTUALIDAD.
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