Uma rara bola de fogo verde cruzou o céu noturno das Filipinas na última segunda-feira, 25 de maio, enquanto o vulcão Mayon expelia lava e cinzas em uma erupção contínua. O fenômeno foi capturado por uma câmera de monitoramento do Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (PHIVOLCS), revelando uma coincidência astronômica de beleza quase mística.
De acordo com o PHIVOLCS, o evento ocorreu exatamente às 22h33 no horário local, registrado pela câmera IP instalada na colina de Lignon, que vigia permanentemente a atividade do vulcão. A filmagem mostra o meteoro descendo em linha reta sobre a encosta norte de um dos vulcões mais ativos do arquipélago.
Embora inicialmente se acreditasse que o objeto tivesse atingido a montanha, análises sísmicas, infra-sônicas e de vídeo indicaram que ele se desintegrou na atmosfera antes de tocar o solo. A confirmação do PHIVOLCS dissipou temores de um impacto direto, mas não diminuiu o impacto visual do momento.
O Mayon, localizado a cerca de 330 quilômetros a sudeste da capital Manila, é famoso por seu cone quase perfeitamente simétrico, considerado uma das formas vulcânicas mais belas do mundo. A imagem do meteoro verde por trás de suas encostas fumegantes proporcionou um contraste hipnótico entre o fogo celeste e o fogo telúrico.
Cientistas e observadores do céu ficaram atônitos, descrevendo a combinação de erupção vulcânica e evento celeste como a materialização de uma cena apocalíptica digna das mais antigas mitologias. A natureza, mais uma vez, ofereceu um espetáculo que desafia qualquer tentativa de explicação racional imediata.
Comentários nas redes sociais traduziram o espanto coletivo: ‘É um vídeo insano, um meteoro cruzando bem sobre um vulcão em erupção? O universo realmente resolveu dar um show esta noite’, escreveu um internauta. Outro acrescentou que a cena tinha ‘vibrações de Apocalipse’ e que a ‘natureza é brutalmente metálica’.
Um terceiro observador imaginou o impacto cultural de tal evento em tempos antigos, sugerindo que o fenômeno geraria mitos e lendas ao ser interpretado como um sinal de fúria divina. A imagem, de fato, parece convocar o imaginário ancestral que une o céu e a terra em narrativas de destruição e renascimento.
Enquanto o meteoro verde se desfazia na atmosfera, o Mayon continuava seu ciclo eruptivo, forçando a evacuação de mais de 300 famílias devido à queda maciça de cinzas resultante do colapso de depósitos de lava nas encostas. A erupção, que ocorre de forma intermitente desde janeiro, ganhou intensidade quando enormes blocos incandescentes deslizaram pela vertente sudoeste, gerando fluxos piroclásticos mortais.
O alerta ao redor do vulcão foi elevado para o nível 3 em uma escala de cinco já no início do ano, em resposta a uma série de erupções moderadas que produziram quedas de rochas do tamanho de carros e perigosas correntes de densidade piroclástica. As autoridades filipinas mantêm uma zona de perigo permanente de seis quilômetros de raio, interditada a qualquer presença humana.
O espetáculo duplo da bola de fogo e da montanha de fogo foi disseminado pelo portal NDTV, que compartilhou as imagens capturadas pelo PHIVOLCS, causando furor global. O vídeo se espalhou como relâmpago pelas plataformas digitais, lembrando à humanidade que, em um planeta geologicamente vivo, o céu também reserva surpresas de tirar o fôlego.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.