A Bélgica e a França convocaram os embaixadores russos em protesto contra o alerta de Moscou para que estrangeiros deixassem Kiev diante de ataques sistemáticos iminentes. Alemanha, Países Baixos e a União Europeia já haviam adotado a mesma medida.
O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxim Prevot, classificou a ação como intimidação e violação da Convenção de Viena. O governo francês chamou as ameaças de cinismo e desprezo pelo direito internacional.
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou bombardeios contra instalações industriais de defesa em Kiev. A medida foi justificada como retaliação a um ataque de drone ucraniano que atingiu um dormitório estudantil em Starobilsk, na região de Lugansk.
A Ucrânia negou a autoria do ataque ao dormitório, alegando ter atingido uma unidade de drones. Moscou manteve sua versão e intensificou os ataques, lançando 30 mísseis balísticos contra o território ucraniano no domingo.
O presidente Vladimir Putin sinalizou abertura para negociações mediadas pela União Europeia. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, considerou positivo o debate europeu sobre possíveis mediadores.
Os Estados Unidos recuaram de seus esforços de mediação em meio a tensões com o Irã. A mudança deixou um vácuo diplomático que parte dos europeus tenta preencher, segundo reportagem da Al Jazeera.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pediu urgentemente sistemas de defesa antiaérea Patriot e mísseis interceptadores aos EUA. Em carta ao presidente Donald Trump e ao Congresso, Zelensky afirmou que os mísseis balísticos são a última grande vantagem russa no campo de batalha.
Tropas russas tomaram o controle das aldeias de Hraniv, em Kharkiv, e Vozdvyzhivka, em Zaporizhia. Os combates continuam causando baixas civis em diversas regiões.
Em Kherson, um homem foi morto e uma mãe com duas filhas ficaram feridas após bombardeios russos atingirem um parque infantil. Em Pavlohrad, seis casas foram danificadas e um incêndio foi controlado sem vítimas fatais.
Do lado russo, um ataque de drone feriu uma pessoa em Belgorod. Outras duas foram atingidas por mísseis em Taganrog, e destroços de drones provocaram um incêndio em um terminal marítimo em Tuapse.
A série de convocações diplomáticas reflete o desconforto europeu com a escalada do conflito. As sanções e o isolamento político impostos a Moscou desde 2022 não impediram a continuidade das operações militares.
A Bélgica reforçou que não se curvará à intimidação. Prevot afirmou que o país permanecerá em Kiev ao lado da Ucrânia e pediu que Moscou se engaje em negociações genuínas de paz.
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