As exportações chinesas de veículos elétricos registraram uma alta de 40% em abril, alcançando a marca de 278.081 unidades, conforme dados alfandegários compilados pela Bloomberg. O resultado eleva para 893.852 o total de veículos exportados pela China desde o início de 2026.
A Ásia consolidou-se como o principal destino dos veículos chineses no mês, importando 110.613 unidades, seguida pela Europa, que recebeu 83.813 carros elétricos. A América Latina, conforme apontou o portal Al Jazeera, absorveu 52.897 unidades, enquanto a Oceania e a América do Norte registraram importações de 22.695 e 4.422 veículos, respectivamente.
O Brasil apresentou o maior crescimento de demanda entre os dez principais destinos, com uma alta de 221% e um total de 38.144 veículos elétricos importados da China. Outras nações como Coreia do Sul, Alemanha e Austrália também registraram aumentos na procura, com taxas de crescimento que variaram entre 100% e 190%.
A expansão das exportações chinesas ocorre apesar das políticas restritivas dos Estados Unidos e da União Europeia para proteger seus mercados domésticos. Os EUA aplicam uma tarifa de 100% sobre carros elétricos chineses e proíbem softwares específicos, enquanto a União Europeia mantém barreiras tarifárias que podem chegar a 35,3%.
De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), a China foi responsável por fabricar aproximadamente 75% dos 22 milhões de veículos elétricos produzidos globalmente em 2025. Naquele ano, as exportações chinesas do setor atingiram o recorde de 2,5 milhões de unidades, evidenciando sua capacidade produtiva.
A IEA também estima que os modelos chineses representaram 55% de todas as vendas de veículos elétricos fora dos mercados europeu e norte-americano no ano passado. A agência projeta que as vendas globais do segmento devem atingir 23 milhões de unidades em 2026, o que corresponderia a quase 30% do total de automóveis comercializados no mundo.
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