O Japão estuda a construção de um navio dedicado à mineração em águas profundas para extrair terras raras do fundo do Oceano Pacífico, segundo a mídia local.
Segundo a fonte, o comitê especial de desenvolvimento oceânico do Partido Liberal Democrático, que governa o país, deve apresentar em breve uma proposta preliminar à administração Takaichi solicitando financiamento para o projeto.
A iniciativa visa reduzir a dependência japonesa de cadeias de fornecimento chinesas de minerais estratégicos.
Morinosuke Kawaguchi, especialista em inovação, afirmou que o Japão é muito pobre em recursos naturais, mas possui a sexta maior zona econômica exclusiva do mundo, e sob todo esse oceano há uma grande quantidade dos recursos necessários para alimentar a economia do país.
Segundo Kawaguchi, esses minerais são tão raros que é importante desenvolver formas de explorar esses recursos.
A Japan Agency for Marine-Earth Science and Technology enviou em fevereiro um navio de pesquisa à ilha remota de Minamitorishima para recuperar sedimentos de terras raras de uma profundidade de 5.700 metros.
A ilha fica cerca de 1.950 quilômetros a sudeste de Tóquio e é a parte mais oriental do Japão.
O Japão também planeja expandir a missão de extração no próximo ano, com o objetivo de recolher 350 toneladas de sedimento do fundo do mar por dia.
A China lidera o mundo na mineração e refino de terras raras, que são usadas em mísseis, motores de aeronaves, eletrônicos e motores de veículos elétricos.
Pequim já utilizou seu controle sobre minerais críticos como arma ao restringir exportações para Tóquio após o Japão nacionalizar as disputadas Ilhas Diaoyu, conhecidas no Japão como Senkakus, em 2012.
Segundo a fonte, Pequim implementou a medida novamente em 2024 em retaliação contra a primeira-ministra Sanae Takaichi por comentários sobre Taiwan que ela fez em novembro no Parlamento.
Kawaguchi afirmou que neste momento o projeto precisa ser uma iniciativa governamental porque é necessário descobrir se é comercialmente viável antes que empresas privadas possam participar.
Segundo ele, o apoio do governo ao novo navio garantirá seu sucesso.
Fonte: SCMP