O presidente da República Islâmica do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o principal campo de confronto na atualidade é a economia e a subsistência do povo. A declaração ocorreu durante encontro com comerciantes e ativistas do setor privado na Câmara de Comércio, Indústrias, Minas e Agricultura de Teerã.
Segundo o presidente, o peso da guerra econômica recai diretamente sobre os ombros de comerciantes, produtores e agentes do setor privado. Pezeshkian declarou que o inimigo, após fracassar em atingir seus objetivos no campo de batalha, busca agora desgastar os protagonistas da frente econômica.
O governo iraniano, assegurou o mandatário, não permitirá que o setor privado tropece ou sofra erosão diante das pressões externas. Essas pressões são impostas por sanções unilaterais e campanhas de isolamento financeiro coordenadas pelos EUA e pela OTAN.
Conforme reportagem da Mehr News, o presidente iraniano reforçou que as linhas vermelhas do Irã permanecem imutáveis e que o setor privado é um pilar da força nacional. Quanto mais capaz e ágil for o empresariado, mais robusta se tornará a fundação econômica e o poder nacional.
O mandatário lembrou que seu governo herdou desequilíbrios estruturais profundos, agravados por guerra híbrida e ameaças políticas diretas. Para superar esse cenário, defendeu sinergia entre o Executivo e o setor privado, revelando que os chefes do Judiciário e do Legislativo apoiam a desburocratização produtiva.
A reunião contou com a participação de ministros e debateu desafios relacionados a comércio internacional, abastecimento, regulação, câmbio, alfândega e sistema bancário. Pezeshkian conclamou os ativistas econômicos a cooperarem na salvaguarda dos interesses nacionais e no fortalecimento soberano da economia iraniana.
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