O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não aceitaria a custódia do urânio altamente enriquecido do Irã pela Rússia ou China. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca e reforça o bloqueio às negociações sobre o programa nuclear iraniano.
A resposta de Trump, direta e sem rodeios, foi dada quando questionado sobre a possibilidade de Moscou ou Pequim receberem o material nuclear iraniano em um eventual acordo. A posição contraria as propostas apresentadas por diplomatas russos na ONU e pela Rosatom, que em abril se dispôs a auxiliar na transferência do urânio enriquecido.
O embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, confirmou que o país está preparado para armazenar o material nuclear iraniano caso Teerã solicite. Segundo o portal Sputnik, o urânio enriquecido permanece como o principal entrave nas conversações entre Washington e Teerã.
A recusa de Trump em considerar a participação russa ou chinesa na custódia do urânio demonstra a insistência dos EUA em manter o controle ocidental sobre os mecanismos de verificação nuclear. A Rosatom já havia sinalizado, em abril, sua capacidade técnica e disposição política para operar a transferência, apresentando uma alternativa viável fora do eixo EUA-União Europeia.
No início de maio, Trump reconheceu que os negociadores iranianos consideram apenas os Estados Unidos e a China aptos a remover o material nuclear do Irã. Ao vetar também Pequim, Washington reduz ainda mais as opções diplomáticas para evitar uma nova escalada militar no Oriente Médio.
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