A fabricante chinesa BYD apresentou o Xuanji A3, primeiro chip de direção inteligente com litografia de 4 nanômetros desenvolvido internamente no país. O anúncio ocorreu durante o evento Intelligent Strategy Launch e representa um marco tecnológico para a empresa.
O CEO da BYD, Wang Chuanfu, afirmou que o novo processador suporta os níveis 3 e 4 de condução autônoma. Ele classificou o chip como o mais avançado da China em direção inteligente, com capacidade computacional combinada de 2.100 TOPS quando três unidades operam em conjunto.
A BYD se diferencia por controlar toda a cadeia produtiva de seus componentes. Enquanto a maioria das fabricantes terceiriza peças críticas, a empresa projeta e fabrica seus próprios chips, integrando-os a algoritmos proprietários do sistema God’s Eye ADAS e da arquitetura Xuanji.
Wang Chuanfu destacou que a BYD é a única montadora global com domínio completo de sua cadeia de fornecimento de direção assistida. Essa autonomia acelera o desenvolvimento de novas tecnologias e reduz significativamente os custos de produção em escala.
A empresa investe em semicondutores desde 2002, quando criou seu primeiro departamento dedicado ao setor. Desde então, aplicou mais de 100 bilhões de yuans (cerca de US$ 14,7 bilhões) em pesquisa e desenvolvimento, contando atualmente com cinco fábricas de wafers e uma equipe de 7.000 profissionais.
Segundo reportagem do portal Electrek, o Xuanji A3 já entrou em produção em massa. O chip equipará os próximos veículos da companhia com sistemas avançados de direção autônoma.
O lançamento ocorre meses após a BYD apresentar a Blade Battery 2.0 e o sistema Flash Charging. A tecnologia permite carregamento ultrarrápido em cinco minutos e autonomia superior a 1.000 quilômetros no ciclo chinês CLTC, reforçando a liderança da empresa em inovação automotiva.
A estratégia de verticalização posiciona a BYD de forma estratégica frente às restrições ocidentais ao acesso chinês a tecnologias avançadas. O desenvolvimento doméstico de semicondutores de 4 nanômetros demonstra a capacidade da indústria chinesa de superar barreiras impostas por sanções e embargos tecnológicos liderados pelos Estados Unidos.
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