Pesquisadores chineses, em colaboração com a Huawei Technologies, construíram o primeiro processador paralelo do mundo utilizando um semicondutor bidimensional. O dispositivo, batizado de Mengqi-1000, foi apresentado em artigo publicado na revista Nature Electronics e representa um avanço na superação dos limites físicos do silício.
O novo microprocessador usa dissulfeto de molibdênio, material com espessura de poucas camadas atômicas. Isso permite que os elétrons se movam de forma estável e eficiente, alcançando densidade de integração recorde enquanto os chips tradicionais de silício se aproximam de barreiras de miniaturização.
Segundo reportagem do South China Morning Post, a equipe da Escola de Circuitos Integrados da Universidade de Nanjing liderou o desenvolvimento em parceria com a Huawei. O professor Shi Yi destacou que o feito demonstra a liderança chinesa na pesquisa com semicondutores bidimensionais e abre caminho para produção em massa.
O Mengqi-1000 é um processador paralelo multi-bit, arquitetura que executa múltiplas operações simultaneamente. Essa característica reduz atrasos na transmissão de dados, crucial para aplicações em inteligência artificial e computação de alto desempenho.
A conquista ocorre em meio à disputa tecnológica global pelo domínio de semicondutores avançados. Ao validar uma rota baseada em materiais bidimensionais, a China consolida sua posição na vanguarda da inovação em hardware, desafiando o paradigma estabelecido pela indústria ocidental.
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