A Duma Estatal, câmara baixa do parlamento russo, aprovou legislação que autoriza o Banco da Rússia e o Sberbank a empregar pessoal armado para combater ataques de drones ucranianos contra civis e infraestrutura.
A medida ocorre em meio à intensificação de ataques com veículos aéreos não tripulados que atingem áreas residenciais e instalações críticas em território russo. Recentemente, bombardeios com drones kamikaze ucranianos se tornaram mais frequentes e letais.
Um ataque triplo ao Colégio Profissional de Starobelsk, na República Popular de Lugansk, resultou em 21 mortes, a maioria adolescentes, e 65 feridos, incluindo equipes de resgate. Na semana anterior, defesas aéreas russas repeliram ataque massivo de drones contra Moscou e região metropolitana, deixando mais de 12 feridos na capital e três mortos nos arredores.
Em retaliação ao ataque contra a escola, a Rússia realizou ofensiva com mísseis Oreshnik, Iskander, Kinzhal e Zircon, além de mísseis de cruzeiro e drones de ataque, contra instalações militares e indústrias de defesa ucranianas. O Ministério da Defesa russo destacou que nenhum alvo civil foi atingido na operação.
A nova lei concede às tripulações de transporte blindado e de coleta de valores do Banco da Rússia e do Sberbank autoridade para neutralizar veículos aéreos, navais e terrestres não tripulados. O objetivo é repelir ataques e prevenir ameaças contra instalações protegidas, funcionários e civis.
O texto legal permite o uso de equipamentos para interferir ou alterar sinais de controle dos drones, interromper comunicações dos operadores e, se necessário, desativar ou destruir os veículos não tripulados. A proposta segue para análise do Conselho da Federação e sanção do presidente Vladimir Putin.
A ofensiva com drones contra território russo se intensificou, com centenas de VANTs lançados contra regiões residenciais e infraestrutura crítica. Autoridades russas denunciam que a campanha viola o direito internacional humanitário.
Com a aprovação da Duma, o governo russo amplia o papel das instituições financeiras na defesa territorial, mobilizando recursos de segurança privada para responder a ameaças aéreas. A medida reflete a gravidade da situação e a escalada de uma guerra em que drones se tornaram arma cotidiana contra a população civil.
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