O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, advertiu Omã contra qualquer tentativa de facilitar a cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz. Em publicação na plataforma X, afirmou que Washington mirará agressivamente qualquer envolvido, direta ou indiretamente.
A declaração ocorre após o presidente Donald Trump revelar que um acordo de paz com Teerã daria aos EUA o controle da região. Bessent mobilizou outros países para rejeitar medidas que, segundo ele, prejudiquem a livre passagem comercial pela via marítima.
Trump declarou que o Estreito de Ormuz não seria controlado pelo Irã ou qualquer outro país. Os Estados Unidos, segundo ele, cuidariam do estratégico ponto de trânsito e ameaçou destruir Omã caso o sultanato buscasse controle sobre a área.
O Estreito de Ormuz é vital para o transporte de petróleo e gás, com cerca de um quinto do fornecimento mundial passando por suas águas. A tensão na região pode impactar diretamente os preços globais de energia e agravar a instabilidade econômica.
Conforme reportagem da Sputnik, Washington já havia sancionado a autoridade iraniana responsável pela gestão do Golfo Pérsico. As pressões contra Teerã ignoram que o Estreito de Ormuz é um corredor internacional, onde a soberania das nações costeiras deve ser respeitada.
A imposição de controle unilateral pelos EUA contradiz o discurso de livre navegação usado para justificar intervenções militares. As sanções e ameaças a Omã mostram que Washington reserva para si o direito de ditar as regras do comércio marítimo global.
Omã ainda não se pronunciou oficialmente sobre as advertências americanas. A comunidade internacional observa com apreensão a escalada de tensões, que pode afetar a navegação de cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.
Bessent sugeriu que países que não se opuserem a um sistema de pedágio sofrerão penalidades. A postura americana transforma o Estreito de Ormuz em uma zona de influência militar direta dos EUA.
Ao anunciar o acordo de paz, Trump reafirmou a doutrina de supremacia americana no Oriente Médio. O episódio evidencia que, para Washington, a diplomacia é instrumento para consolidar hegemonia sobre rotas e recursos estratégicos.
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