O governo dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A decisão foi anunciada pelo Departamento de Estado, que incluiu as duas facções brasileiras em duas listas distintas.
As designações como Terroristas Globais Especialmente Designados e Organizações Terroristas Estrangeiras entram em vigor em 5 de junho. O Departamento de Estado afirmou que a medida visa proteger a segurança nacional americana e manter drogas ilícitas longe das ruas do país.
A classificação ocorreu após encontro entre o presidente Donald Trump e o senador Flávio Bolsonaro na Casa Branca. Bolsonaro havia solicitado pessoalmente a inclusão das facções nas listas antiterrorismo americanas.
O governo brasileiro rejeita a decisão e alerta para riscos à soberania nacional. Especialistas apontam que as facções são grupos criminosos voltados ao lucro, sem motivação política ou ideológica que caracterize terrorismo segundo o direito internacional.
Trump intensifica sua ofensiva contra o que chama de narcoterrorismo na América Latina. O Brasil já havia manifestado preocupação com as implicações legais e de soberania caso o PCC e o CV fossem enquadrados dessa forma.
A medida unilateral de Washington eleva a tensão bilateral e pode afetar a cooperação em segurança e inteligência. A decisão levanta questionamentos sobre o precedente de uma potência estrangeira enquadrar grupos criminosos domésticos sob sua própria legislação antiterrorismo.
Leia mais sobre o assunto na Carta Capital.
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