O preço do café moído no varejo brasileiro desabou 2,30% em abril, aprofundando a trajetória de deflação que alivia o orçamento das famílias. Os dados são do IBGE, apurados no Sistema de Recuperação Automática (SIDRA).
Em março, a queda havia sido de 1,28%, o que revela uma aceleração do movimento de baixa. No mesmo mês do ano passado, o produto ainda subia 4,48% — um contraste brutal que escancara a virada no comportamento do item.
No acumulado de 12 meses, o recuo chega a 5,99%, derrubando o indicador que até março ainda registrava leve alta de 0,54%. Há um ano, o mesmo acumulado explodia em 80,20%: o café moído era um dos grandes vilões da inflação nos lares brasileiros.
A debandada dos preços reflete o bom desempenho das safras e a recomposição dos estoques nas principais regiões produtoras. Enquanto o IPCA-15 de maio avançou 0,62%, o café entrega um refresco inesperado e reduz a pressão sobre o índice geral de alimentos.
Para as famílias de baixa renda, que destinam fatia expressiva do orçamento ao cafezinho diário, a queda acumulada de quase 6% nos últimos 12 meses representa alguns reais a mais no fim do mês. Um alívio modesto, porém real, depois de uma escalada que chegou a dobrar o custo do produto em apenas um ano.
Com informações de DECO.
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