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Café moído recua 2,30% em abril e enterra inflação de 80% de um ano atrás

0 Comentários🗣️🔥 O café moído ficou 2,30% mais barato em abril, de acordo com os dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA), aprofundando uma tendência de alívio que já vinha se desenhando no varejo. A queda no mês foi mais intensa que a observada em março, quando o produto havia recuado 1,28%, e confirma […]

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Xícara de café preto com grãos espalhados e sacos de ior no fundo. (Foto: G1.GLOBO.COM)

O café moído ficou 2,30% mais barato em abril, de acordo com os dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA), aprofundando uma tendência de alívio que já vinha se desenhando no varejo. A queda no mês foi mais intensa que a observada em março, quando o produto havia recuado 1,28%, e confirma o movimento captado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que apontou deflação anual de 15,5% no café tradicional, conforme divulgou o G1.

O cenário atual é o oposto do vivido pelos consumidores há exatamente um ano. Em abril de 2025, o café moído disparava 4,48%, pressionado por quebras de safra e estoques enxutos. Agora, a expectativa de uma colheita robusta em 2026 derruba as cotações no atacado e começa a respingar nas gôndolas.

A virada fica ainda mais clara no acumulado de 12 meses. O indicador fechou abril em queda de 5,99%, abandonando a tênue alta de 0,54% registrada até março. É a primeira deflação expressiva no horizonte anual desde o auge da crise de preços.

A dimensão do alívio fica evidente quando se compara o acumulado atual com o mesmo período do ano passado. Em abril de 2025, o café moído ostentava uma inflação de 80,20% em 12 meses, número que sufocou o orçamento das famílias e levou o governo a discutir medidas de contenção.

A Abic projeta crescimento da colheita para 2026, o que deve manter a pressão baixista sobre o grão nos próximos meses. No entanto, o respiro não atinge todas as categorias. Enquanto o café tradicional e o gourmet recuam, o descafeinado e o especial seguem em alta acima de 15%, segundo o levantamento da associação. A 1,4 mil xícaras por pessoa ao ano, o brasileiro sente o alívio no bolso, mas o filtro do barateamento ainda não cobre a mesa toda.


Leia também: Óleo, açúcar, café, arroz e leite apresentam maiores quedas de preços nas capitais brasileiras


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