Três homens que estavam dentro da van com Lorenzo Salgado Araujo, morto por um agente da ICE em Houston no dia 7 de julho, contestam a versão oficial do Departamento de Homeland Security.
Eles afirmam que o agente atirou quase imediatamente depois de sair do próprio veículo e que, em nenhum momento, o motorista desviou na direção dele ou tentou atropelá-lo.
O relato foi dado por meio de advogado ao jornal Washington Post e representa o primeiro contraponto direto de testemunhas oculares que estavam no carro.
A versão oficial da ICE diz que Lorenzo, mexicano de 52 anos, tentou evadir uma abordagem, bateu em um veículo da agência e “weaponized his vehicle” para tentar atropelar um agente, que teria atirado em legítima defesa.
Os três passageiros, que também foram detidos, dizem que os veículos da ICE eram sem identificação e que Lorenzo ficou com medo ao ser seguido.
Segundo o filho de Lorenzo, Ronaldo Salgado, o pai trabalhava na construção civil há décadas, não tinha antecedentes criminais e estava em processo de obter permissão de trabalho legal.
Ele disse que o pai teria parado imediatamente se tivesse visto qualquer emblema de autoridade.
Os três homens que estavam na van são Victor Hugo Salgado Araujo, irmão de Lorenzo, além de Daniel Tirado Pantoja e Jose Trinidad Rojas Pliego.
Eles permanecem detidos pela ICE. Familiares e a organização LULAC relatam que os homens estariam sendo pressionados a assinar documentos de auto-deportação.
Não há imagens de bodycam do momento do tiro. Agentes do escritório da ICE em Houston ainda não estavam equipados com câmeras corporais.
A morte de Lorenzo Salgado Araujo gerou protestos em Houston e pedidos de investigação independente por parte da família, de congressistas democratas e de grupos de direitos civis.
O Departamento de Homeland Security e o FBI investigam o caso. Até o momento, não foram divulgadas imagens oficiais do instante em que os disparos ocorreram.


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