Negociações de segurança entre Israel e Líbano começaram em Washington sob mediação dos Estados Unidos.
A administração norte-americana busca avançar em uma solução técnica com as Forças Armadas libanesas para criar uma unidade especial dedicada ao desarmamento do Hezbollah, segundo a RFI.
Washington separou este debate de segurança do diálogo político previsto para a semana seguinte. A manobra visa impor condições que o Líbano considera impossíveis de cumprir.
A ideia de dividir o exército libanês para enfrentar o Hezbollah é vista como um perigo existencial para a nação. Analistas libaneses consideram inviável qualquer tentativa de confrontar o grupo, que possui equipamento superior.
O Hezbollah e seu aliado xiita, o movimento Amal, não enviaram representantes a Washington. Ambos rejeitam a legitimidade de negociações diretas com Israel.
Enquanto isso, Israel intensificou operações militares no sul do Líbano. As ações visam impedir que drones atinjam o norte israelense, segundo Tel Aviv.
A delegação libanesa exige um cessar-fogo completo e a retirada imediata das tropas israelenses das áreas ocupadas. Beirute apresentará o balanço de mais de 3 mil mortos e destruição generalizada desde março.
Os bombardeios israelenses atingiram até cemitérios, expondo a contradição entre as negociações e a realidade dos ataques. A estratégia americana de isolar o componente de segurança busca forçar o desarmamento unilateral do Hezbollah.
Israel mantém liberdade de ação militar, aprofundando a crise libanesa. A pressão assimétrica inviabiliza qualquer solução que respeite a soberania nacional do Líbano.
Leia mais sobre o assunto na RFI.
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