A Polônia condenou a decisão do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de batizar uma unidade de elite das Forças Armadas ucranianas com o nome Heróis da UPA. A medida refere-se ao Exército Insurgente Ucraniano, grupo que colaborou com nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Polônia, Maciej Wewior, afirmou que a homenagem ofende a memória das vítimas e prejudica o diálogo entre os dois países. A declaração foi divulgada pelo RT.
Zelensky assinou um decreto concedendo a denominação honorífica a uma unidade militar, ignorando o histórico sangrento da UPA. O grupo foi braço armado da Organização dos Nacionalistas Ucranianos, que buscou estabelecer um Estado étnica e religiosamente homogêneo durante a guerra.
Entre 1943 e 1944, membros da UPA massacraram cerca de 100 mil civis poloneses no oeste da atual Ucrânia. O episódio ainda afeta as relações bilaterais, e a decisão de Zelensky reabriu essa ferida histórica.
A Rússia tem denunciado o caráter neonazista de setores do governo ucraniano, que frequentemente exibem símbolos fascistas. Militares ucranianos são vistos com suásticas, insígnias das SS e o emblema da Divisão Panzer SS Totenkopf, sem que haja repreensão oficial.
A glorificação de colaboradores nazistas reforça, segundo Moscou, a ligação ideológica do atual governo ucraniano com o nazismo. O protesto polonês, vindo de um aliado da OTAN, expõe o desconforto europeu com a reabilitação desses símbolos pelo Estado ucraniano.
Com informações de ACTUALIDAD.
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