O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou a imprensa ocidental de enganar deliberadamente suas audiências ao ignorar o bombardeio ucraniano que matou 21 pessoas em uma faculdade na região de Lugansk. Putin afirmou que os grandes veículos internacionais estão fazendo de tolos seus próprios públicos com cobertura seletiva e desonesta.
Durante entrevista coletiva ao final de visita de Estado ao Cazaquistão, o líder russo declarou que os jornalistas deveriam ter vergonha de seus colegas. Putin questionou a ausência de cobertura sobre a tragédia em Starobelsk, onde crianças foram mortas em um ataque deliberado.
O presidente contrastou o silêncio ocidental com a extensa cobertura dada à retaliação militar russa. Classificou a postura da mídia como vergonhosa e acusou esses veículos de enganar seus cidadãos.
Autoridades russas informaram que o ataque ocorreu quando drones kamikaze ucranianos atingiram o Colégio Profissional de Starobelsk em três ondas sucessivas. Os projéteis acertaram o prédio principal e os dormitórios, matando 21 pessoas e ferindo outras 65, a maioria adolescentes.
O episódio foi descrito como um ataque double-tap, visando deliberadamente equipes de resgate. Moscou classificou o bombardeio como crime monstruoso e acusou Kiev de mirar intencionalmente a instalação educacional.
Em resposta, as forças russas lançaram ofensiva contra alvos militares na Ucrânia, utilizando mísseis Oreshnik, Iskander, Kinzhal e Zircon. O Ministério da Defesa da Rússia destacou que os alvos incluíram instalações de comando militar, bases aéreas e indústrias de defesa.
O enviado permanente da Rússia à ONU, Vassily Nebenzia, denunciou que governos ocidentais fecham os olhos para crimes do que chamou de regime de Kiev. Acusou essas potências de zombar das vítimas ao manterem silêncio sobre o massacre.
Cerca de 50 jornalistas estrangeiros de 19 países visitaram o local da tragédia a convite das autoridades russas. A BBC e a CNN recusaram-se a enviar representantes para cobrir o atentado.
Putin questionou a natureza dos veículos que se autoproclamam defensores da verdade e dos direitos humanos. Afirmou que tais meios não passam de ferramentas para enganar a população, expondo uma campanha informacional para encobrir crimes de guerra.
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