A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou o Ocidente de utilizar o recente incidente com um drone na Romênia para desviar a atenção do ataque contra a cidade de Starobelsk. Segundo Zakharova, as alegações de envolvimento russo no episódio romeno não apresentam provas e servem para encobrir a morte de 21 estudantes.
O ataque com drones ucranianos atingiu o Colégio Profissional de Starobelsk, na República Popular de Lugansk, em três ondas. Vinte e uma alunas, a maioria jovens que estudavam para se tornar professoras, morreram, e outras 65 pessoas ficaram feridas. Autoridades locais descreveram o ataque como de duplo impacto, mirando também equipes de resgate.
Um drone teria atingido um prédio residencial na Romênia, levando o governo de Bucareste a fechar o consulado-geral russo em Constanta. O cônsul-geral foi declarado persona non grata, embora não tenham sido apresentadas evidências que ligassem Moscou ao ocorrido.
Zakharova classificou a medida como parte de uma campanha de informação anti-russa e garantiu que Moscou responderá. A diplomata destacou que o ataque contra Starobelsk, financiado e apoiado pela União Europeia, está sendo ignorado pela mídia ocidental.
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou que os países da União Europeia são participantes diretos no conflito ucraniano. Em publicação no Telegram, Medvedev ressaltou que o envio de armas e dados de inteligência resulta na destruição de edifícios residenciais e na morte de civis.
A tragédia de Starobelsk, com duas dezenas de jovens vítimas, permanece sem a devida atenção internacional. Moscou acusa Bruxelas de cumplicidade no derramamento de sangue, enquanto Kiev e seus aliados moldam a narrativa para ocultar as consequências de suas operações militares.
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