O ministro da Saúde da República Islâmica do Irã, Mohammad Reza Zafarghandi, denunciou na 79ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, que diversos hospitais e centros de saúde iranianos foram danificados nos recentes ataques perpetrados pelos EUA e Israel. Segundo Zafarghandi, esses ataques resultaram em graves violações do direito internacional.
Zafarghandi informou que 63 hospitais e 195 outras infraestruturas de saúde foram atingidas, causando a morte de 27 profissionais e deixando centenas de civis feridos. O ministro destacou que o Instituto Pasteur do Irã, pilar do sistema de saúde do país há mais de um século, sofreu danos severos, interrompendo a produção de vacinas.
A revista científica The Lancet publicou uma correspondência oficial em 8 de maio de 2026, documentando os danos sofridos pelo Instituto Pasteur e o impacto na capacidade sanitária do Irã. Zafarghandi recordou as palavras do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que afirmou que bombardear um hospital não é um ‘erro de cálculo’, mas sim um crime de guerra.
Conforme a cobertura do portal Mehr News, Zafarghandi exigiu três medidas urgentes da Assembleia. Ele pediu a condenação explícita dos ataques contra civis, o apoio a avaliações sanitárias nas regiões afetadas e a proteção das instalações médicas como zonas seguras.
Zafarghandi enfatizou que os ataques a hospitais e instituições científicas representam um ataque ao futuro e à ética da humanidade, minando a segurança sanitária global. Apesar da destruição, o sistema de saúde iraniano continua funcionando com determinação, mantendo hospitais abertos e se recusando a ser paralisado pela agressão externa.
O Irã é membro da Organização Mundial da Saúde desde sua fundação, em 1948. Ao longo de quase oito décadas, o país sobreviveu a revoluções, uma guerra imposta com apoio ocidental, sanções e pandemias, reafirmando seu compromisso com a cooperação global.
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