O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou seu maior favoritismo no agregador eleitoral do JOTA neste ciclo, com 86% de probabilidade de reeleição.
Segundo o JOTA, a alta combina três fatores: queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, divisão das candidaturas alternativas da oposição e melhora dos indicadores de popularidade do governo. O índice supera os 82% de dezembro de 2024 e os 80% de outubro de 2024.
O avanço levou Lula da condição de “favorito” para “franco favorito” no modelo do agregador. Isso não significa vitória garantida, mas indica que, no conjunto das pesquisas e cenários simulados, o presidente aparece hoje em posição mais forte do que seus adversários.
O ponto mais sensível continua sendo um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Mesmo com o favoritismo geral de Lula, o JOTA aponta que esse é o cenário de maior risco, com probabilidade de vitória abaixo de 80% desde fevereiro.
A leitura política é clara: Lula se beneficia da recuperação do governo e da fragmentação da direita, enquanto Flávio sofre desgaste em meio ao caso Vorcaro e à dificuldade de ampliar apoio fora da base bolsonarista.
Para a oposição, o problema é duplo. Nenhum nome alternativo conseguiu, até agora, unificar o campo conservador. Ao mesmo tempo, a candidatura de Flávio, que vinha sendo tratada como principal herdeira do bolsonarismo, passou a carregar um custo político maior.
O agregador não substitui pesquisa eleitoral nem prevê o resultado final. Ele organiza tendências, probabilidades e cenários a partir dos levantamentos disponíveis. Mas o número de 86% tem peso simbólico: mostra que Lula chega ao fim de maio em sua posição mais confortável no ciclo de 2026.
A eleição segue aberta, mas o recado do JOTA é forte: neste momento, a disputa favorece Lula, e a oposição ainda não encontrou uma candidatura capaz de inverter a curva.