A indústria global de energia eólica offshore flutuante avança com alianças estratégicas entre Noruega, Japão e China, consolidando o deslocamento do centro de inovação renovável para fora dos Estados Unidos. Enquanto isso, Washington mantém uma política de obstrução ao setor, sufocando investimentos públicos em tecnologia limpa.
A Califórnia, quarta maior economia do mundo, reafirmou sua meta de implantar 25 gigawatts de energia eólica offshore. O governador Gavin Newsom classificou o estado como um parceiro estável e confiável, em contraste com a instabilidade federal.
As águas profundas da costa californiana exigem plataformas flutuantes ancoradas por cabos, tecnologia na qual Noruega, Japão e China lideram. Essa demanda posiciona a Califórnia como cliente natural da indústria de turbinas flutuantes.
A Norwegian Offshore Wind (NOW) anunciou parceria com a japonesa Floating Offshore Wind Technology Research Association (FLOWRA). Masakatsu Terazaki, presidente do conselho da FLOWRA, afirmou que a união acelerará o desenvolvimento de tecnologias e metodologias de validação.
A NOW destacou que Noruega e Japão compartilham potencial em águas profundas e turbinas flutuantes. A organização classificou a energia eólica offshore como uma indústria global, justificando colaborações internacionais.
A divisão europeia da chinesa Ming Yang Smart Energy aderiu à NOW como membro pleno. A empresa, com 25 mil turbinas instaladas globalmente, traz a plataforma flutuante OceanX e uma turbina de 50 megawatts.
Arvid Nesse, CEO da NOW, celebrou a entrada da Ming Yang, destacando sua capacidade tecnológica e histórico operacional. A adesão ocorre em meio à expansão da capacidade eólica no Mar do Norte, com metas de 100 gigawatts no curto prazo e 300 gigawatts até 2050.
A NOW se transformou em uma organização multinacional, com 20% de seus membros fora da Noruega. Essa globalização também é observada na Alemanha, onde a Associação Alemã de Energia Eólica Offshore aceitou a Ming Yang Europe como membro.
Enquanto Europa e Ásia constroem cadeias de suprimentos robustas, a administração federal dos Estados Unidos mantém uma campanha contra o setor eólico. A Califórnia sofre retaliações, desde obstruções regulatórias até cortes de financiamento que ameaçam projetos em andamento.
Em agosto do ano passado, a Califórnia firmou memorando de entendimento com a Dinamarca para cooperação em tecnologia limpa. Newsom afirmou que o estado está posicionado para liderar a implementação responsável de tecnologias emergentes.
O vento continuará soprando muito depois que a atual administração deixar o cargo. Resta saber se os Estados Unidos conseguirão recuperar o terreno perdido na corrida global por energia limpa.
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