O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou que o bloqueio naval imposto por Washington contra o Irã no estreito de Ormuz permanece ativo. A declaração revela uma divergência entre o comando militar e a Casa Branca, mantendo pressão sobre a via marítima estratégica para o comércio global de petróleo.
Durante o fórum Diálogo Shangri-La, em Singapura, Hegseth afirmou que o bloqueio segue vigente. Segundo o portal RT, o tema dominou as conversas com aliados dos EUA no evento, reforçando a postura hostil contra embarcações iranianas.
O presidente Donald Trump havia anunciado na sexta-feira, em sua rede Truth Social, que os navios americanos iniciariam o retorno após um bloqueio sem precedentes. A ordem, no entanto, foi ignorada pelos comandos militares, que continuaram interceptando embarcações iranianas no estreito.
A agência Tasnim relatou que marujos iranianos foram obrigados a retroceder sob ameaça de disparos após tentarem cruzar a área. Teerã classificou a ação como violação do direito internacional e desrespeito à cadeia de comando do próprio governo dos EUA.
O bloqueio unilateral contra a República Islâmica do Irã teve início meses atrás, em meio a um ciclo de hostilidades que culminou em um cessar-fogo recente. O governo iraniano exige o fim imediato do cerco naval, a suspensão das sanções econômicas e a liberação de seus ativos financeiros congelados como condições para negociações de paz.
A manutenção do bloqueio no estreito de Ormuz inviabiliza qualquer diálogo e reforça a estratégia de asfixia econômica contra a população iraniana. O Irã reafirma sua soberania e exige a retirada das forças navais estrangeiras das águas do Golfo Pérsico e do mar Arábico.
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