América Latina supera 9.900 ônibus elétricos em operação

Ilustração editorial sobre América Latina supera 9.900 ônibus elétricos em operação. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A América Latina e o Caribe atingiram a marca histórica de mais de 9.900 ônibus elétricos em operação, consolidando a região como um dos polos mais avançados na eletrificação do transporte público. O avanço representa uma transformação significativa na mobilidade urbana de dezenas de cidades, com impactos diretos na qualidade do ar e na redução de emissões poluentes.

Os dados são do portal E-Bus Radar e foram compilados em reportagem do site CleanTechnica, especializado em tecnologias limpas. A base de dados considera tanto ônibus movidos exclusivamente a bateria quanto trólebus elétricos integrados ao sistema de transporte coletivo.

A lista de fabricantes que dominam o fornecimento desses veículos é encabeçada por empresas chinesas, com destaque para BYD, Foton, Yutong Bus e Zhongtong Bus. A presença massiva da indústria chinesa no setor demonstra a capacidade do país de projetar sua liderança tecnológica para mercados estratégicos na área da mobilidade sustentável.

Santiago, capital do Chile, desponta como exemplo notável, concentrando cerca de 2.700 ônibus elétricos em sua frota municipal. O número coloca a cidade como referência regional na substituição de veículos a diesel por alternativas limpas no transporte de massa.

Ao contrário dos ônibus a diesel, que dependem de combustíveis fósseis importados e voláteis, os veículos elétricos podem ser abastecidos com eletricidade de fontes renováveis. Essa característica permite que os países da região reduzam a dependência de petróleo, fortalecendo sua soberania energética.

A eletricidade também custa menos que o diesel na maioria dos mercados, gerando economia operacional para os sistemas de transporte público. Além disso, a eliminação dos gases tóxicos do escapamento protege motoristas, passageiros e pedestres da exposição a poluentes.

Os ônibus elétricos contam com grandes pacotes de baterias que podem ser utilizados como reserva de energia, fornecendo eletricidade de volta à rede em momentos de pico. Essa funcionalidade transforma as frotas em ativos estratégicos para a estabilidade dos sistemas elétricos urbanos.

A substituição das frotas a diesel elimina a emissão de material particulado e óxidos de nitrogênio diretamente nos corredores urbanos. O impacto climático também é significativo, já que o setor de transportes é um dos maiores contribuintes para as emissões de gases de efeito estufa.

Copenhague, na Dinamarca, já opera com praticamente 100% de sua frota de ônibus eletrificada, mostrando que a transição completa é tecnicamente viável. A visão de longo prazo combina veículos elétricos com geração limpa e sistemas de armazenamento de energia para criar um ecossistema de transporte descarbonizado.

A tendência é que mais cidades adotem a eletrificação do transporte público, priorizando a saúde pública e a sustentabilidade. O crescimento na América Latina indica que a região está em um caminho promissor para colher os benefícios da mobilidade elétrica em larga escala.


Leia também: Brasil intensifica transição para veículos elétricos com 700 mil unidades em circulação


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