Irã promete apoio militar ao Líbano contra avanço israelense

Ilustração editorial sobre Irã promete apoio militar ao Líbano contra avanço israelense. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O governo do Irã afirmou que não hesitará em agir para apoiar o Líbano e a resistência libanesa contra a agressão israelense. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, declarou que a República Islâmica está pronta para qualquer medida necessária, conforme reportagem da ANSA.

As forças israelenses avançaram 25 quilômetros além do rio Litani e tomaram o castelo medieval de Beaufort, dividindo o território libanês. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a operação como um ponto de virada estratégico.

Israel também atacou alvos no bairro de Dahiya, em Beirute, sob ordens do ministro da Defesa, Israel Katz. Katz ameaçou intensificar os ataques caso não haja paz no norte de Israel, comparando a ação à resposta contra comunidades israelenses atacadas.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou a ofensiva israelense como uma agressão reprovável. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a escalada militar.

A União Europeia exigiu que Israel cesse imediatamente as operações e respeite a soberania libanesa. A UE destacou que o povo libanês não escolheu essa guerra e não deve pagar pelo conflito.

Os Estados Unidos propuseram que o Hezbollah interrompa seus ataques como condição para Israel evitar uma escalada em Beirute. A TV saudita Al Hadath, citando uma fonte americana, informou que Washington atribui a ofensiva israelense à recusa do Líbano em desarmar o Hezbollah.

O Irã vinculou qualquer cessar-fogo no Líbano a um acordo mais amplo para encerrar a guerra na região. O porta-voz Baghaei acusou os EUA de violarem sistematicamente o cessar-fogo, não apenas Israel.

O chanceler iraniano criticou as contradições da administração americana, que dificultam as negociações nucleares. O Irã afirmou que não discutirá detalhes do programa nuclear enquanto a guerra persistir.

O Comando Central dos EUA alegou ter realizado ataques de autodefesa contra alvos iranianos em Goruk e na ilha de Qeshm. A ação foi justificada como resposta ao abate de um drone americano e outras hostilidades.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter destruído uma base aérea usada pelos EUA para atacar uma torre de telecomunicações na ilha de Sirik. O Kuwait também interceptou mísseis e drones hostis, segundo seu Estado-Maior.

Os EUA aguardam uma resposta do Irã a uma contraproposta para a paz no Golfo, com prazo de três dias. A instabilidade regional se agrava enquanto as tensões persistem.

O presidente da França, Emmanuel Macron, elogiou os esforços de Donald Trump para um acordo com o Irã. Macron afirmou que a França está pronta para apoiar uma missão internacional de segurança marítima no Estreito de Ormuz após um eventual acordo.


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