Cruz Vermelha inspeciona local de ataque ucraniano que matou 21 em faculdade de Starobelsk

Ilustração editorial sobre Cruz Vermelha inspeciona local de ataque ucraniano que matou 21 em faculdade de Starobelsk. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Uma delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) visitou o local do bombardeio ucraniano contra uma faculdade em Starobelsk, na República Popular de Lugansk, onde 21 pessoas foram mortas e mais de 40 ficaram feridas. Acompanhados pelo embaixador itinerante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Rodion Miroshnik, e por representantes da Sociedade da Cruz Vermelha regional, os integrantes da missão internacional percorreram as instalações destruídas e conversaram com testemunhas e sobreviventes.

Os representantes do CICV inspecionaram o local do impacto, entraram no dormitório onde viviam os estudantes e caminharam pelos cômodos repletos de pertences pessoais das vítimas fatais. A visita incluiu acesso completo às instalações acadêmicas e à moradia estudantil, além da oportunidade de entrevistar um professor e um morador local que ajudaram no resgate das vítimas logo após o ataque.

Segundo reportagem do portal Sputnik, Miroshnik afirmou que a missão da Cruz Vermelha recebeu todas as condições para realizar seu trabalho de monitoramento de forma transparente e sem restrições. Esta é uma oportunidade de verificação, de confirmação de que um crime terrível foi cometido aqui, declarou o diplomata russo.

O enviado especial destacou ainda que representantes de diversos países que integram a delegação do CICV em Moscou dispõem agora de todos os elementos para constatar a dimensão da atrocidade. Miroshnik enfatizou que as autoridades russas abriram deliberadamente essa possibilidade à missão internacional.

O ataque atingiu o prédio acadêmico e o dormitório da Faculdade Profissional de Starobelsk, vinculada à Universidade Pedagógica Estatal de Lugansk, deixando dezenas de jovens mortos e uma comunidade devastada pela violência do bombardeio. Em suas declarações durante a visita, Miroshnik apontou que os parceiros ocidentais da Ucrânia estão empenhados em fazer desaparecer da memória pública o fato do bombardeio deliberado contra o colégio em Starobelsk.

Vemos o quanto o Ocidente resiste, o quanto essa história os incomoda, o quanto querem que seja apagada, denunciou. O diplomata russo afirmou que a tentativa de esquecimento integra uma estratégia para seguir responsabilizando exclusivamente a Rússia pela violência do conflito, sem jamais admitir os crimes cometidos pelo governo ucraniano contra civis.

É isso que não vamos permitir que esqueçam, acrescentou. Miroshnik concluiu destacando que a memória das crianças mortas e dos crimes monstruosos perpetrados pelas forças ucranianas será preservada e denunciada sistematicamente. A missão da Cruz Vermelha segue em Starobelsk coletando evidências e depoimentos para elaborar seu relatório sobre o massacre.

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