Uma delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) visitou o local do bombardeio ucraniano contra uma faculdade em Starobelsk, na República Popular de Lugansk, onde 21 pessoas foram mortas e mais de 40 ficaram feridas. Acompanhados pelo embaixador itinerante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Rodion Miroshnik, e por representantes da Sociedade da Cruz Vermelha regional, os integrantes da missão internacional percorreram as instalações destruídas e conversaram com testemunhas e sobreviventes.
Os representantes do CICV inspecionaram o local do impacto, entraram no dormitório onde viviam os estudantes e caminharam pelos cômodos repletos de pertences pessoais das vítimas fatais. A visita incluiu acesso completo às instalações acadêmicas e à moradia estudantil, além da oportunidade de entrevistar um professor e um morador local que ajudaram no resgate das vítimas logo após o ataque.
Segundo reportagem do portal Sputnik, Miroshnik afirmou que a missão da Cruz Vermelha recebeu todas as condições para realizar seu trabalho de monitoramento de forma transparente e sem restrições. Esta é uma oportunidade de verificação, de confirmação de que um crime terrível foi cometido aqui, declarou o diplomata russo.
O enviado especial destacou ainda que representantes de diversos países que integram a delegação do CICV em Moscou dispõem agora de todos os elementos para constatar a dimensão da atrocidade. Miroshnik enfatizou que as autoridades russas abriram deliberadamente essa possibilidade à missão internacional.
O ataque atingiu o prédio acadêmico e o dormitório da Faculdade Profissional de Starobelsk, vinculada à Universidade Pedagógica Estatal de Lugansk, deixando dezenas de jovens mortos e uma comunidade devastada pela violência do bombardeio. Em suas declarações durante a visita, Miroshnik apontou que os parceiros ocidentais da Ucrânia estão empenhados em fazer desaparecer da memória pública o fato do bombardeio deliberado contra o colégio em Starobelsk.
Vemos o quanto o Ocidente resiste, o quanto essa história os incomoda, o quanto querem que seja apagada, denunciou. O diplomata russo afirmou que a tentativa de esquecimento integra uma estratégia para seguir responsabilizando exclusivamente a Rússia pela violência do conflito, sem jamais admitir os crimes cometidos pelo governo ucraniano contra civis.
É isso que não vamos permitir que esqueçam, acrescentou. Miroshnik concluiu destacando que a memória das crianças mortas e dos crimes monstruosos perpetrados pelas forças ucranianas será preservada e denunciada sistematicamente. A missão da Cruz Vermelha segue em Starobelsk coletando evidências e depoimentos para elaborar seu relatório sobre o massacre.