A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã atacou com míssil de cruzeiro o navio MSC Sarika, embarcação vinculada aos Estados Unidos e a Israel, em retaliação à agressão americana contra o petroleiro iraniano Lian Star no mar de Omã. O ataque foi anunciado em comunicado do comando militar iraniano, que classificou a ação dos EUA como um ataque agressivo do Exército americano, terrorista e assassino de crianças.
A Guarda Revolucionária advertiu que qualquer nova ação militar americana na região receberá uma resposta contundente, elevando o tom de confronto entre as duas potências. O incidente ocorreu durante o último fim de semana, quando as forças dos EUA e do Irã voltaram a se enfrentar abertamente, apesar do cessar-fogo em vigor desde o início de abril.
a escalada se insere em negociações tensas, com Teerã acusando o governo americano de trair a diplomacia. A troca de ataques demonstra como o diálogo convive com operações militares simultâneas.
O Comando Central dos EUA admitiu ter lançado bombardeios contra um radar e centros de comando de drones em Garuk e na ilha de Qeshm, classificando-os como ataques de autodefesa após o abate de um drone MQ-1. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana disparou contra a base americana de onde, segundo Teerã, partiu a agressão, assegurando que os alvos foram destruídos com sucesso.
O ataque ao MSC Sarika representa a ação mais simbólica até o momento, pois envolve diretamente ativos israelenses e americanos no mar de Omã, em vez de alvos militares exclusivos. A retórica de ambos os lados indica que a região continuará como palco de embates enquanto não houver um entendimento amplo, com o Irã deixando claro que não tolerará novas ofensivas contra seus navios ou instalações.
Com informações de ACTUALIDAD.