A NASA confirmou que o intenso estrondo ouvido em todo o nordeste dos Estados Unidos foi provocado pela explosão de um meteoro na atmosfera terrestre, liberando energia equivalente a 300 toneladas de TNT. O evento ocorreu por volta das 14h06 no horário local e foi captado por imagens de satélite, além de ter gerado uma onda de choque audível a dezenas de quilômetros de distância.
Relatos de tremores e do estrondo sônico chegaram a agências de emergência em Massachusetts e estados vizinhos. De acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato da agência espacial americana, o bólido se fragmentou a aproximadamente 64 quilômetros de altitude sobre o nordeste de Massachusetts e o sudeste de New Hampshire. A ruptura súbita a essa altura foi a causa direta do ruído ensurdecedor que alarmou milhares de moradores.
Imagens do satélite GOES-19, operado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, registraram o clarão do meteoro no momento exato da desintegração. O instrumento GLM (Geostationary Lightning Mapper), projetado para mapear relâmpagos, foi sensível o suficiente para capturar o flash luminoso em plena luz do dia, conforme detalhou o portal Space.com em sua análise do fenômeno. A NASA confirmou que o evento não estava associado a nenhuma chuva de meteoros conhecida, tratando-se de um meteoro isolado.
A trajetória exata e o ângulo de entrada ainda estão sendo analisados por especialistas do programa de objetos próximos à Terra da agência. Vídeos capturados por testemunhas e compartilhados na internet mostram o rastro brilhante cruzando o céu enquanto o som do trovão ecoava por toda a região. A emissora NBC News também obteve registros do momento do impacto, exibindo o clarão diurno que surpreendeu até mesmo meteorologistas e astrônomos amadores.
Apesar do espetáculo celeste, os caçadores de meteoritos tiveram uma péssima notícia: todos os fragmentos da rocha espacial caíram no centro da Baía de Cape Cod, a uma profundidade de 34 metros. A própria NASA brincou com a situação, afirmando em tom bem-humorado que a queda na água é tecnicamente chamada de ‘fishy squisher’ nos termos científicos mais sérios da agência. Radares das estações de Boston, Long Island e Albany detectaram as assinaturas da fragmentação, confirmando a distribuição dos destroços ao longo da baía.
A agência espacial acrescentou que, como a maioria dos meteoritos é fortemente atraída por ímãs, seria possível recuperá-los com uma corda de 30 metros pendurada em um barco — um desafio que deve atrair aventureiros e colecionadores. Eventos como esse não são raros, mas a potência deste meteoro em particular chamou a atenção de toda a comunidade científica internacional. A explosão de 300 toneladas de TNT é comparável a um pequeno terremoto e serve como lembrete de que a Terra está constantemente exposta a rochas vindas do espaço profundo.
O monitoramento contínuo feito por satélites e telescópios em todo o mundo é essencial para detectar objetos potencialmente perigosos antes que atinjam o planeta. Felizmente, neste caso, o espetáculo terminou apenas com um susto e fragmentos no fundo do mar.