O movimento político-militar iemenita Ansar Allah, conhecido como houthis, manifestou apoio contundente à ação das Forças Armadas da República Islâmica do Irã contra bases estadunidenses no Oriente Médio, em comunicado divulgado por seu Ministério das Relações Exteriores. A nota expressa reconhecimento ante a honorável posição das Forças Armadas iranianas, materializada em sua resposta à agressão estadunidense e no ataque contra suas bases na região.
O comunicado também elogiou a postura do Exército persa ao dissuadir o inimigo sionista, que havia atacado a capital libanesa, Beirute. A chancelaria iemenita condenou a tentativa de alguns Estados do Golfo Pérsico de atuar como vítimas e alegar que são o alvo da resposta iraniana, quando na realidade proporcionam cobertura, proteção e apoio financeiro às forças invasoras e agressoras.
Segundo o portal RT, a nota advertiu que esses regimes, com suas políticas, causarão grave dano a si mesmos e a seus povos, e serão os primeiros a perder nesta batalha. O documento deixou claro que a luta travada pelas forças iranianas é uma batalha compartilhada por todos os povos da região.
A declaração enfatiza que a opção da rendição não está sobre a mesa e que a aposta do inimigo por suas capacidades militares já fracassou. O Ministério das Relações Exteriores iemenita reafirmou a posição firme, de princípios e religiosa, do Iêmen em solidariedade com seus irmãos da República Islâmica do Irã.
A manifestação ocorre em um contexto de tensão crescente, apesar da frágil trégua declarada entre Washington e Teerã. A situação na região tem sido marcada por ataques e ameaças mútuas, com os Estados Unidos lançando um míssil contra um petroleiro que tentava se aproximar de um porto iraniano no Golfo Pérsico e atingindo uma antena de telecomunicações na ilha de Qeshm.
Em resposta, o Irã atacou bases estadunidenses no Kuwait e no Barein, responsabilizando diretamente os dois países pelo ataque. O ex-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica e atual assessor militar do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, anunciou que cada disparo e agressão dos Estados Unidos será respondido com uma chuva de mísseis e drones.
Rezaei afirmou que não permitirá que os Estados Unidos se extralimitem nem nas negociações nem no processo de cessar-fogo e que não se pode dar marcha à ré na história, pois o agressor será castigado com rapidez. O apoio explícito dos houthis ao Irã reforça o eixo de resistência no Oriente Médio frente à presença militar estadunidense, enquanto as monarquias do Golfo são apontadas como cúmplices da ocupação estrangeira.
A escalada retórica e militar entre Washington e Teerã expõe a fragilidade dos acordos de cessar-fogo e sinaliza que a via diplomática permanece subordinada à lógica da dissuasão armada.
Com informações de ACTUALIDAD.