A Windrose, fabricante chinesa de caminhões elétricos de grande porte, deu um passo concreto para transformar seu conceito de centro de dados móvel com inteligência artificial em realidade. O fundador e CEO da empresa, Wen Han, anunciou parceria estratégica com a LiFe-Younger, especialista em soluções de carregamento móvel, para viabilizar o projeto.
O plano prevê o uso de dois contêineres padronizados puxados pelo caminhão elétrico Windrose R700. Um deles abriga baterias de alta capacidade, enquanto o outro contém servidores e sistemas de refrigeração para processamento de IA.
A Windrose já havia divulgado desenhos conceituais gerados por inteligência artificial em fevereiro, conforme reportagem do portal Electrek. Agora, a assinatura do acordo com a LiFe-Younger indica que o projeto avança da ideação para a engenharia.
O conceito prevê que o contêiner de baterias ofereça até 2 MWh de armazenamento e capacidade de carregamento de 2 MW, conforme divulgado pela empresa. A LiFe-Younger cita especificações mais conservadoras de 1 MWh e 500 kW, mas ressalta que o anúncio tem caráter prospectivo.
A Windrose expandiu seu negócio de caminhões elétricos pesados para quatro continentes e busca integrar soluções de energia e computação móvel. A proposta de ‘AI in a box’ permitiria levar data centers com baterias para locais remotos ou sem infraestrutura de rede elétrica estável.
O projeto enfrenta desafios, como a demanda intensa de refrigeração para chips de IA e a necessidade de conexão a fontes de energia ou água. Ainda assim, a ideia se alinha a tendências recentes, como os contêineres de armazenamento de energia em baterias apresentados pela Volvo na feira Bauma.
O movimento reforça a aposta chinesa em infraestrutura energética móvel e computação de borda. A Windrose continua ampliando a presença de seus caminhões elétricos no mercado global.