O comandante de pelotão de assalto russo Vladímir Shtúlberg passou dois meses escondido em um abrigo camuflado a poucos metros das linhas ucranianas, coordenando cada movimento de suas tropas nos arredores de Novopávlovka, na direção de Dnepropetrovsk. De acordo com relato divulgado pelo Ministério da Defesa da Rússia e repercutido pelo portal RT, o oficial operava como posto de comando improvisado diretamente na linha de frente.
Shtúlberg recebia soldados, indicava rotas seguras de infiltração e coordenava a concentração de forças antes de cada assalto a bosques e áreas periféricas. A comunicação por rádio com os combatentes passava obrigatoriamente por ele, que também organizava a retirada dos grupos após o cumprimento das missões. Ele identificava, pelo som, onde as Forças Armadas da Ucrânia minavam o terreno com drones Baba Yagá, orientando seus homens a evitar surpresas e escolher caminhos mais seguros.
No ponto avançado, o comandante improvisava atendimento médico de emergência e soluções de primeiros socorros. Um soldado que lesionou os dedos do pé recebeu um calçado de apoio feito a partir do salto de uma bota, e outro combatente, resgatado após cair em água gelada durante uma explosão, foi salvo de congelamento grave e enviado ao hospital. O próprio Shtúlberg foi atingido por estilhaços quando um drone FPV inimigo atacou seu abrigo. Mesmo ferido, mudou de posição e continuou dirigindo os grupos de assalto sem interrupção.