Gás de botijão dispara 3,74% em abril e reverte alívio do mês anterior

Foto: eixos.com.br / Divulgação

O preço do gás de botijão saltou 3,74% em abril, conforme revelam os dados do IBGE. O aumento pesado no mês pressiona diretamente o orçamento das famílias de baixa renda, que dependem do GLP para cozinhar e, em muitos lares, para aquecer a água do banho.

O resultado de abril representa uma virada brusca em relação a março, quando o produto havia registrado deflação de 0,21%. Em apenas um mês, o botijão passou de um leve alívio para um dos vilões da cesta básica, corroendo o poder de compra de quem já vinha enfrentando altas em outros itens essenciais.

Na comparação com abril do ano passado, o contraste é ainda mais expressivo. Em 2025, o gás de botijão caía 0,09% no mesmo período. Agora, o consumidor encara uma alta quase quatro pontos percentuais acima daquela referência, sinal claro de que a trajetória de preços mudou de direção nos últimos doze meses.

Quando se observa o acumulado de doze meses, o indicador chega a 5,21%. O patamar é inferior aos 6,72% registrados em abril do ano anterior, mas o ritmo de aceleração recente acende alerta: em março, o acumulado anual estava em apenas 1,34%. A disparada de quase quatro pontos percentuais nesse intervalo acendeu o sinal amarelo nos índices de inflação.

Esse comportamento errático do GLP coincide com um período de redefinição do mercado de combustíveis. Embora subsídios federais tenham segurado parcialmente a gasolina, o botijão não contou com o mesmo colchão. O novo arcabouço regulatório em discussão na Agência Nacional de Petróleo, que prevê o envasador avançado de GLP, ainda não produziu efeitos sobre o preço final ao consumidor.

Enquanto isso, a experiência internacional mostra caminhos alternativos. Na África do Sul, o modelo de enchimento fracionado em microestações mantém o crime organizado longe do setor e permite acesso ao gás a partir de três reais. Aqui, porém, a realidade segue outra: o botijão engorda a inflação da comida no prato e devolve ao brasileiro a sensação de que cozinhar está ficando caro demais.

Com informações de EIXOS.

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