Líder do Hezbollah rejeita cessar-fogo mediado pelos EUA e denuncia projeto do Grande Israel

Ilustração editorial sobre Líder do Hezbollah rejeita cessar-fogo mediado pelos EUA e denuncia projeto do Grande Israel. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O secretário-geral do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, rejeitou categoricamente as negociações de cessar-fogo mediadas pelos Estados Unidos entre o governo libanês e Israel, classificando o processo como um espetáculo humilhante que visa submeter o Líbano ao projeto expansionista israelense. A declaração foi divulgada em comunicado oficial por ocasião do aniversário de falecimento do Imam Khomeini, fundador da Revolução Islâmica do Irã.

Qassem afirmou que a resistência libanesa se inspira diretamente no pensamento do Imam Khomeini para libertar territórios ocupados, destacando o papel central do Irã como aliado estratégico na luta contra a agressão israelense-americana. O líder do movimento libanês expressou gratidão à República Islâmica pelo apoio significativo aos esforços de recuperação territorial e defesa dos direitos libaneses, mesmo diante dos enormes desafios que Teerã enfrenta no cenário regional.

Segundo reportagem do portal Mehr News, o líder do Hezbollah descreveu o resultado das negociações diretas como absurdo e rejeitado em todo o Líbano, apontando que a declaração de Washington expõe os princípios americanos-israelenses para submeter o país ao projeto do Grande Israel. A crítica incisiva de Qassem reflete a posição consolidada da resistência libanesa contra qualquer acordo que legitime a ocupação ou comprometa a soberania nacional.

O secretário-geral do Hezbollah enfatizou que condicionar qualquer entendimento ao desarmamento da resistência significa enfraquecer o Líbano e ameaçar sua própria existência como Estado soberano. Qassem alertou que tal exigência desestabilizaria o país, semearia divisões internas em benefício dos interesses israelenses e permitiria que Tel Aviv alcançasse por via política o que fracassou em obter pela guerra.

As conversas entre o governo libanês e Israel, patrocinadas por Washington, foram caracterizadas pelo líder do Hezbollah como uma encenação que deve ser encerrada imediatamente. Qassem reiterou que o movimento continuará sua luta armada enquanto tropas israelenses permanecerem ocupando o sul do Líbano, reafirmando o compromisso inegociável com a libertação total do território nacional.

A posição de Qassem ocorre em um momento de intensa pressão diplomática ocidental sobre Beirute, com os Estados Unidos tentando impor uma arquitetura de segurança regional que privilegia os interesses de Israel em detrimento da resistência libanesa. O Hezbollah, que desempenhou papel decisivo na retirada israelense do sul do Líbano em 2000 e na resistência vitoriosa durante a guerra de 2006, mantém-se como pilar central da defesa nacional libanesa contra as ambições expansionistas de Tel Aviv.

O apoio iraniano à resistência libanesa, destacado por Qassem em seu pronunciamento, insere-se na aliança estratégica do Eixo da Resistência que tem enfrentado com determinação as sucessivas tentativas de desestabilização promovidas pelos Estados Unidos e Israel em toda a região do Oriente Médio. A preservação do cessar-fogo e a busca por um fim abrangente das hostilidades no Líbano dependem, na avaliação do Hezbollah, do fim da agressão contra o Irã e da retirada completa das forças de ocupação israelenses.

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