O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com firmeza às recentes medidas do governo dos Estados Unidos, classificando o tratamento dado ao Brasil como inaceitável. Não podemos aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil nesta semana, afirmou
Ele rejeitou a postura dos EUA, que tratam o país como republiqueta insignificante, destacando a grandeza e a história do Brasil. Lula também expressou surpresa com o anúncio de possíveis novas tarifas, pois havia saído de encontro com o presidente Joe Biden convencido de que estavam estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado, conforme reportagem do Metrópoles.
A reunião ministerial marcou o primeiro encontro com a nova equipe após a saída de auxiliares para concorrer às eleições. Lula cobrou a entrega de ações dos ministérios antes do defeso eleitoral, período em que a legislação proíbe inaugurações, publicidade e transferências de recursos.
As tensões com Washington se acirraram com investigações baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio americana, que propuseram sobretaxas de 25% e 12,5% sobre práticas supostamente desleais adotadas pelo Brasil. A Casa Branca também anunciou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, medida que entra em vigor nesta sexta-feira.
O governo brasileiro questiona as decisões e atribui as ações à atuação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, após encontro do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro com Biden. Lula fez críticas indiretas ao parlamentar: Estão tentando trair o Brasil com interesses mesquinhos, rasteiros, de uma disputa eleitoral.
O presidente também fez um apelo pelo fim dos conflitos mundiais e anunciou que escreverá artigos na imprensa americana para mostrar que eles estão errados. Ele alertou sobre o risco do uso de armas nucleares, que poderia destruir o planeta Terra.
Lula pediu que as medidas passem pelo aval da Casa Civil e destacou a importância de aprontar tudo até o início das restrições eleitorais. O petista tem demonstrado preocupação com a percepção das iniciativas do Planalto pela população e com o ritmo de entregas até o período de restrições.
O encontro também discutiu alinhamento político e estratégias de comunicação do governo antes do período de restrições. A reação de Lula sinaliza uma postura mais assertiva contra o que considera ingerência externa nos assuntos brasileiros.