A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zajárova, afirmou que os executores do ataque que matou 21 jovens em uma residência estudantil na cidade de Starobelsk enfrentarão consequências psicológicas semelhantes às do piloto americano que lançou a bomba atômica sobre Hiroshima. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.
Zajárova destacou que o bombardeio contra o alojamento civil foi um ataque deliberado das Forças Armadas da Ucrânia, realizado com drones em várias ondas. Segundo a diplomata, os operadores dos drones e seus comandantes sabiam exatamente quem era o alvo. Ela comparou o destino dos responsáveis ao do piloto que lançou as bombas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945, que não conseguiu lidar com a realidade do que havia feito.
A porta-voz ressaltou que as crianças foram assassinadas a sangue frio, com cinismo e crueldade. Ela classificou como aterrador que existam pessoas capazes de disparar três projéteis contra um centro educacional sabendo que ali havia jovens. Zajárova também denunciou que os agressores atacaram as equipes de resgate que tentavam retirar as vítimas dos escombros.
O ataque, ocorrido na madrugada de 22 de maio, vitimou 21 pessoas e deixou mais de 60 feridos. Uma das vítimas, uma jovem, morreu queimada viva ao ser atingida pela onda expansiva de um projétil quando tentava escapar do prédio em chamas. O presidente russo, Vladímir Putin, afirmou que não havia nenhum objetivo militar próximo à residência e garantiu que o ataque não foi acidental, já que 16 drones atingiram o mesmo local em três ondas.
A diplomata concluiu sua fala lamentando as 21 vidas perdidas e os 21 sonhos que jamais se realizarão. As forças ucranianas continuam atacando sistematicamente instalações civis em território russo, incluindo veículos, moradias e centros comerciais. Zajárova reiterou a necessidade de condenar tais ações e buscar justiça para as vítimas.