México investe 93 bilhões de pesos para reativar indústria petroquímica

Participantes em conferência na cidade de Coatzacoalcos, Veracruz. (Foto: jornada.com.mx)

O governo do México anunciou um plano ambicioso para reativar a indústria petroquímica e de fertilizantes, com investimento de 93 bilhões de pesos ao longo do atual sexênio. A iniciativa, liderada pela presidente Claudia Sheinbaum Pardo, visa revitalizar seis complexos industriais em Veracruz, aumentando a produção nacional de petroquímicos e fertilizantes.

Sheinbaum destacou em conferência de imprensa a importância de recuperar a capacidade produtiva da Pemex, prejudicada por políticas neoliberais anteriores. Segundo

O diretor-geral da Pemex, Juan Carlos Carpio, explicou que o objetivo é elevar a produção de petroquímicos para 849 mil toneladas anuais e de fertilizantes para mais de 4 milhões de toneladas por ano. Ele ressaltou que a indústria petroquímica foi negligenciada por décadas, tornando o país dependente de importações e perdendo a oportunidade de agregar valor aos hidrocarbonetos nacionais.

A secretária de Energia, Luz Elena González, enfatizou que a reativação das plantas oferece a chance de fortalecer a indústria nacional e reduzir vulnerabilidades nas cadeias de suprimento, além de gerar empregos. Os complexos petroquímicos de Cosoleacaque, Cangrejera e Morelos, juntamente com as plantas de fertilizantes em Poza Rica, são considerados estratégicos para este fortalecimento.

O plano inclui a reabilitação de cinco plantas e serviços auxiliares nos complexos de Cangrejera e Morelos, com investimento de 30 bilhões de pesos, para aumentar a produção de polietilenos, óxido de etileno e glicóis. Outros 11 bilhões de pesos serão destinados ao projeto de aromáticos, visando a produção de aromina, benzeno, tolueno, xilenos, hexano e heptano.

Para acelerar a produção de amônia, serão investidos 13 bilhões de pesos na reabilitação de duas plantas e serviços auxiliares no complexo de Cosoleacaque. O projeto Fertinal-ProAgro fortalecerá a produção de ureia e fertilizantes fosfatados, com investimento de 13,7 bilhões de pesos para recuperar as plantas dos complexos Lázaro Cárdenas e Coatzacoalcos.

O Projeto Escolín prevê a construção de uma nova planta de amônia e ureia, com investimento de 25 bilhões de pesos. essa iniciativa representa um passo significativo na recuperação da soberania industrial do México.

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