Expedição no Oceano Atlântico Sul revela 31 novas espécies

Imagens subaquáticas mostram novas espécies descobertas durante expedição no Oceano Atlântico Sul. (Foto: foxweather.com)

Uma missão internacional liderada pelo Instituto Schmidt Ocean e pelo adjunto do Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI), Karen Osborn, desvendou 31 novas espécies na costa do Brasil, no Oceano Atlântico Sul. A expedição, que durou duas semanas, explorou o que Osborn chama de ‘a última e maior fronteira’ — a zona intermediária entre a superfície e o fundo do oceano.

‘Cada mergulho neste ambiente revela descobertas emocionantes que nos ajudam a compreender os fascinantes organismos que desempenham um papel crítico, mas mal compreendido, na função do oceano’, afirmou ela.

Durante a expedição, ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas pelo Bioinspiration Lab do MBARI desempenharam um papel crucial na ajuda aos cientistas a descobrir e amostrar criaturas gelatinosas delicadas que vivem na zona intermediária. Essas ferramentas protegem os animais dos danos geralmente causados pelos métodos tradicionais de amostragem, de acordo com o MBARI.

Especificamente, os pesquisadores utilizaram o DeepPIV (velocimetria de imagem de partículas), uma tecnologia que projeta uma lâmina de luz a laser para iluminar a água e gerar visualizações 3D in situ, permitindo aos cientistas analisar e interpretar os dados dos organismos diretamente onde são gerados. Além da imagem a laser, a equipe implantou o EyeRIS (sistema de imagem remota). Esta tecnologia utiliza uma câmera lightfield para gerar imagens 3D, revelando dados cruciais sobre a estrutura e movimentos da vida marinha em seu habitat natural.

‘Este instrumento permite aos pesquisadores estudar quantitativamente a forma e a função dos organismos, recentemente revelando novas informações sobre a locomoção do polvo do mar profundo’, de acordo com o MBARI.

Combinando sequenciamento genômico rápido com imagens de alta resolução, os pesquisadores identificaram com sucesso uma ampla variedade de vida marinha previamente desconhecida, incluindo: uma nova espécie de anfípode, uma nova espécie de minhoca gossamer, nove novas espécies de águas-vivas, sete novas espécies de sifonóforos, sete novas espécies de ctenóforos, quatro novas espécies de larváceos e duas novas espécies de rizarianos grandes, unicelulares.

As imagens e vídeos notáveis capturados pela equipe fornecem insights vitais sobre a vida marinha na zona intermediária, como protegê-los e melhorar a saúde dos oceanos. Segundo revelou uma pesquisa, estas descobertas representam um avanço significativo na compreensão da biodiversidade marinha.

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