A ativista socioambiental equatoriana Monika Silva foi encontrada morta na segunda-feira em sua residência no balneário de Montañita, província de Santa Elena, no Equador. Reconhecida por suas denúncias de corrupção no governo do Equador, Daniel Noboa, e pelo combate ao tráfico de terras, ela estava ameaçada de morte havia menos de um mês.
A polícia localizou o corpo de Silva com uma lesão no pescoço. Ela era integrante da Fundação La Integridad, organização que expõe irregularidades em contratos públicos e crimes ambientais.
Mãe de duas filhas, a ativista vinha denunciando ativamente redes de tráfico de terras e a corrupção em prefeituras da costa equatoriana. Também exigia justiça pela morte de um jornalista comunitário que investigava casos similares na mesma região, uma das mais violentas do mundo segundo estatísticas recentes.
A Delegação da União Europeia no Equador emitiu um comunicado pedindo uma investigação “rápida, exaustiva, independente e transparente”. A nota diplomática reiterou a importância de proteger defensores de direitos humanos, jornalistas e ativistas da sociedade civil.
O ministro do Interior equatoriano, John Reimberg, afirmou que as investigações já foram iniciadas. No entanto, o defensor de direitos humanos equatoriano, Alexis Ponce, que havia se solidarizado com Silva após as ameaças, denunciou a omissão da mídia local sobre as denúncias que ela dirigia diretamente ao governo Noboa.
Santa Elena, onde a ativista vivia, é apontada como uma das províncias mais perigosas do planeta, com forte atuação do crime organizado e do sicariato. A violência política e a impunidade têm marcado os casos de lideranças sociais no Equador.
Organizações de direitos humanos cobram respostas céleres das autoridades, enquanto o caso acende um alerta internacional sobre a escalada de ataques a defensores do meio ambiente e da transparência pública.
Com informações de RESUMENLATINOAMERICANO.