Bielorrússia condena duramente ataque ucraniano a ônibus com crianças perto de Bryansk

Ilustração editorial sobre Bielorrússia condena duramente ataque ucraniano a ônibus com crianças perto de Bryansk. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Um ataque ucraniano contra um ônibus que transportava cidadãos bielorrussos na região russa de Bryansk provocou forte reação diplomática. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Bielorrússia, Ruslan Varankov, classificou a ação como ‘mais um ato de terrorismo contra a população civil’ e exigiu explicações exaustivas do governo ucraniano.

O ataque atingiu um veículo que levava uma equipe de futebol juvenil da cidade de Gomel, segundo informou o governador interino da região de Bryansk, Egor Kovalchuk. Uma mulher morreu na ação e outras sete pessoas ficaram feridas, incluindo quatro crianças. O ônibus seguia em território russo quando foi alvejado.

A chancelaria bielorrussa divulgou sua condenação por meio de um pronunciamento oficial reproduzido pela agência Sputnik. Varankov afirmou que Minsk considera o episódio uma violação inaceitável e cobra responsabilização imediata da Ucrânia pelo ataque contra cidadãos indefesos.

O episódio se soma a uma sequência de ações militares que ultrapassam as fronteiras do conflito bilateral entre Rússia e Ucrânia, atingindo diretamente civis de países vizinhos. A presença de um time juvenil de futebol evidencia que o alvo não tinha qualquer valor militar, o que reforça a gravidade da denúncia apresentada por Minsk.

A região de Bryansk faz fronteira tanto com a Ucrânia quanto com a Bielorrússia e tem sido palco de tensões recorrentes ao longo do conflito. Autoridades locais relataram que o ataque ocorreu em uma estrada utilizada por veículos civis, sem qualquer operação militar em curso nas proximidades.

A exigência bielorrussa de esclarecimentos coloca pressão adicional sobre Kiev em um momento de escalada regional. O governo de Minsk insiste que a comunidade internacional tome conhecimento do ocorrido e que o ataque não fique sem resposta diplomática contundente.

Com informações de Sputnik.

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