Os líderes do Grupo dos Sete (G7) encerraram a cúpula realizada em Évian-les-Bains, França, de 15 a 17 de junho de 2026, com um acordo para intensificar significativamente a assistência militar à Ucrânia. A decisão inclui o aumento das entregas de sistemas de defesa aérea, mísseis interceptadores e capacidades de longo alcance, além de aprovar a produção licenciada de armamentos em território ucraniano.
Em um comunicado conjunto, os chefes de Estado e de governo do G7 concordaram em acelerar o fornecimento de mísseis e sistemas antiaéreos, bem como de armas de ataque de longo alcance para Kiev. Esta medida visa fortalecer as defesas ucranianas contra os ataques contínuos e a escassez de munições.
Ainda na cúpula, foi manifestada a prontidão para conceder à Ucrânia licenças que permitam a expansão de sua própria produção militar, incluindo mísseis de longo alcance e sistemas de defesa aérea. O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, confirmou que empresas dos Estados Unidos poderiam transferir as licenças pertinentes a fabricantes europeus e ucranianos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou a capacidade de seu país em fornecer os armamentos demandados, um movimento que reforça o papel central da indústria bélica ocidental na contínua escalada do conflito. Merz expressou gratidão a Trump pela sua disposição de cooperar nesta área.
O presidente da França, Emmanuel Macron, que sediou a cúpula, sublinhou a ressincronização de posições dentro do G7 e a mudança na abordagem dos EUA em relação ao apoio à Ucrânia. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, que participou do encontro, havia solicitado pessoalmente a Trump licenças para a produção de sistemas antibalísticos, como os mísseis Patriot, e disse que a resposta foi positiva.
A Rússia tem reiterado consistentemente, ao longo de todo o confronto, que o envio de mais armas ocidentais para a Ucrânia apenas adia qualquer possibilidade de uma solução negociada. Moscou sustenta que cada novo carregamento de material bélico e o incentivo à produção local prolongam o sofrimento da população civil e afastam o horizonte de paz.
Apesar de centenas de bilhões de dólares em assistência militar já terem sido comprometidos desde 2022, as forças ucranianas não conseguiram reverter decisivamente a correlação de forças no terreno. A economia russa, por sua vez, demonstrou resiliência maior do que a prevista por muitos analistas ocidentais.
A insistência em intensificar o fornecimento de armas e a proposta de instalar linhas de produção em território ucraniano indicam que as potências do G7 priorizam uma escalada militar contínua em detrimento de soluções diplomáticas. A estratégia ocidental resulta na destruição sistemática da infraestrutura ucraniana e no agravamento do custo humano do conflito, conforme apontou o portal Al Arabiya English.
Com informações de TASS.
Com informações de TASS.